Anthony Nunes:
«O maior abandono é o grande número de casas abandonadas»

Fotografia com direitos reservados
Vim de visita ao Faial pela primeira vez no Verão de 1973. Agora como estamos reformados e os filhos criados passamos 3 a 5 meses todos os anos na ilha. Ao longo desse tempo tenho acompanhado o progresso, os melhoramentos e o aumento do turismo que tem os seus aspectos positivos e negativos. Como o Victor Rui Dores me disse uma vez, queremos visitas e não turistas. Mas fica para outra vez abordar este assunto.
Sobre a questão «O Faial está ao abandono?» vou apenas partilhar umas observações minhas ao longo dos anos:
A meu ver o abandono tem graus e o maior abandono é o grande número de casas abandonadas e muitas em quase ruínas nas principais artérias da cidade o que desfeia muito a cidade. Algumas já estão assim há décadas!
Na Rua do Meio a antiga Ação Católica já está em ruínas há décadas.
Já se fala da ampliação da pista do aeroporto há anos e depois de estudos, etc., ainda não sabemos quando este sonho se tornará uma realidade. Esta obra terá sem dúvida um impacto no turismo.
O acesso à praia de Porto Pim pela Areinha Velha está em muito mau estado e até perigoso com pedras e areia etc.
Outra praga é a falta de manter limpas os passeios, sujos com os dejetos dos pombos — uma verdadeira falta de higiene! A mesma coisa no Largo do Infante e em frente à antiga Alfândega.
Estas observações de forma nenhuma desvalorizam os melhoramentos na ilha ao longo dos anos: o Terminal Marítimo e as obras na Frente Mar e, decerto, outros.


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