José Leitão:
«Com a privatização da Azores Airlines o Faial pode ficar a perder muito»

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Na minha opinião, estas são algumas áreas que mostram bem os problemas da nossa ilha, na atualidade:
Instalações militares em ruínas. É necessário um investimento nesta área.
Estado de degradação de bermas e caminhos. Uma situação que não se verifica, por exemplo, nas ilhas vizinhas.
Prédios da Rádio Naval / Habitação. É um dos maiores problemas da nossa terra. Devia haver investimento regional nesta matéria para habitação pública / cooperativa.
É verdade que há investimento (do PRR) em algumas áreas, com a construção do polo Martec ou a Variante. Esta é uma obra reivindicada há muito tempo. Em relação ao polo Martec, não se conhece uma estratégia para o seu funcionamento.
Estado de conservação das estradas da ilha é um problema gravíssimo, sobretudo as estradas regionais.
Mobilidade: com a possibilidade de privatização da Azores Airlines, o Faial pode ficar a perder muito, incluindo as ligações diretas a Lisboa. Além de ser muito prejudicial para quem cá vive, é uma machadada na nossa economia.
Com a estratégia europeia para a guerra e a exigência de cada país gastar 5% do PIB com armamento, as regiões como os Açores irão perder muitos fundos de coesão, o que também afetará a lei de finanças regionais, que tem impacto nos orçamentos municipais.
Podemos achar que a ilha está melhor porque há mais turismo, mas a realidade mostra que a generalidade das pessoas vive pior, devido ao brutal aumento do custo de vida nos últimos anos.
O Porto da Horta é fundamental para o desenvolvimento da nossa ilha. Não há qualquer intenção de investimento concreto. Até a promessa do Parque de Invernagem caiu. O “travelift” que foi lançado para concurso público é insuficiente para as necessidades da ilha.
Intenção do Governo Regional dos Açores de privatizar empresas públicas: Portos dos Açores, Atlânticoline, Matadouros, etc., tem um impacto muito grande nos trabalhadores da nossa ilha.
O turismo é importante, mas tem que ser equilibrado com outros setores da economia.
Festas / esquecimento das freguesias: As Câmaras não podem ser transformadas em “organizadoras de eventos”.
Degradação dos edifícios no centro histórico e os perigos que isso acarreta — má gestão e irresponsabilidade — tomada de posse administrativa de edifícios: é uma responsabilidade administrativa e jurídica.
Época balnear, má organizada e tardia. É urgente o investimento na beneficiação das zonas balneares.
Águas e saneamento: o que se avançou neste domínio nos últimos anos?
É urgente uma boa rede de transportes públicos.


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