João Pedro Amador:
«As coisas não ficaram perfeitas, mas muitas obras que estavam no papel saíram dele»

Fotografia com direitos reservados
Penso que o Faial não está ao abandono, mas que esteve ao abandono demasiados anos. O facto de termos tido uma governação ao nível camarário de 32 anos sempre da mesma cor política fez com que a cidade e a ilha estagnassem. É claro que houve obras, reformas e renovações, mas temos diversos problemas que se arrastam há mais de 20 anos (sendo que eu resido cá há 20 anos).
Com a alteração do panorama camarário há quatro anos, as coisas não ficaram perfeitas, mas muitas obras que estavam no papel saíram dele, muitas foram concretizadas (algumas delas como a Frente Mar, que tinha sido tão propagandeada pelo anterior executivo, inclusive com um outdoor enorme na Avenida e que nunca arrancou!) e houve algumas obras que eram há muito tempo pedidas que saíram deste executivo (o eixo Algar—Courelas, a 2.ª fase da Variante e agora a Vista Alegre por exemplo).
A onda criada para dizer que o Faial está ao abandono é reflexo do que aconteceu no pós-eleições, com muitas pessoas ligadas ao PS, que perderam os seus lugares de influência, a quererem agora esse espaço de volta, acreditando que se conquistarem a Câmara vão ter esses lugares de destaque. Pela internet vemos várias “personalidades” ligadas no passado ao PS a dizerem sempre mal de tudo e de todos, na procura de espaço mediático. Alguns deles atrás de perfis falsos, pois numa terra onde todos nos conhecemos é fácil de nos encontrarmos e criar o debate “in loco” o que para alguns é mais complicado pois escasseiam os argumentos.
Volto a reiterar, nem tudo está bem no Faial. Houve muita coisa que melhorou, viu-se melhorias em várias áreas e os números do turismo, das dormidas, da economia estão aí para atestar que se melhorou.
Houve também vários aspetos que pioraram como a limpeza e higiene e as roças que têm tido grandes falhas. No entanto, temos visto uma campanha cheia de propostas absurdas, que se enquadram em uma falta de preparação gritante para o cargo que querem alcançar. Com uma candidata a Presidente de Câmara a afirmar que vai decidir sobre áreas que não tutela, sobre paisagens protegidas ou sobre aspetos que só dizem respeito ao Governo Regional e não ao executivo camarário.
Em jeito de conclusão, o Faial não está ao abandono, sendo que até melhorou bastante nas suas metas de turismo, de dormidas e a nível económico.
Estão sempre a criticar que só se faz festas, mas todos vão a essas mesmas festas. Há claramente uma tentativa de criticar tudo e todos, mas sem mostrar uma alternativa credível e segura para nova mudança.
Foram quatro anos de bastante trabalho mostrado e de objetivos conseguidos. Já todos estávamos fartos de propostas que não saíam do papel e de promessas que nunca passaram disso.
Sou do Algar e há 20 anos que me dizem que aquela rua vai ser arranjada, mas só agora se passou da proposta ao projeto e do projeto à execução.


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