O surto de gastroenterite aguda que assola o Faial mantém «a tendência de evolução do número de casos», segundo o delegado de Saúde da Horta, mas, «não há motivo para alarme; há, sim, motivo para manter os cuidados simples que interrompem a transmissão», sublinha o médico Armando Faria.
A Delegação de Saúde da Horta (DSH) emitiu na tarde de hoje mais um comunicado sobre a situação, informando que se realizou uma reunião com a Direção Regional da Saúde, as diretoras clínicas do Hospital da Horta e da Unidade de Saúde da Ilha do Faial e o delegado de Saúde, tendo sido decidido o reforço das medidas preventivas.
De acordo com o comunicado, o fenómeno «enquadra-se no que é esperado neste tipo de surtos», que, no caso vertente, está «sem alteração da sua natureza».
A Delegação de Saúde reafirma que «na larguíssima maioria, trata-se de um quadro ligeiro, de provável origem vírica — muito transmissível, mas habitualmente benigno — e de resolução espontânea em poucos dias».
Sobre a investigação anunciada anteriormente, «para identificação do agente», mantém-se em curso, tal como «a análise da água de abastecimento, não havendo, até ao momento, qualquer evidência que associe os casos à rede pública».
Armando Faria sublinha que «a Delegação de Saúde continuará a acompanhar a evolução com atenção e a informar com regularidade e transparência», fazendo um agradecimento à população pela «confiança e a colaboração».
DECISÕES E PRÓXIMOS PASSOS
– Manutenção de uma vigilância atenta e permanente dos casos;
– Reforço das medidas de prevenção junto da comunidade;
– Limitação de visitas em espaços que acolhem pessoas mais vulneráveis, designadamente estruturas residenciais para idosos e unidades de saúde;
– Realização, nos próximos dias, de reuniões do Delegado de Saúde com a entidade gestora da água, com os representantes do sector da restauração (restaurantes, cafés e estabelecimentos similares) e com os responsáveis das estruturas residenciais para idosos e das creches, para reforçar a articulação e a aplicação das medidas.
O QUE SE PEDE À POPULAÇÃO
Mantêm-se as recomendações, simples e eficazes para travar a transmissão:
– Lavar frequentemente as mãos com água e sabão;
– Quem tiver sintomas deve permanecer em casa até recuperar e evitar preparar alimentos para outras pessoas ou visitar lares e o hospital até 48 horas após a melhoria;
– Reforçar a ingestão de líquidos;
– Nos casos ligeiros, contactar a Linha Saúde Açores (808 24 60 24) ou o centro de saúde, reservando o Serviço de Urgência para as situações com sinais de alarme — desidratação, vómitos persistentes, incapacidade de ingerir líquidos, sangue nas fezes ou agravamento.
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Escrito por
José Manuel Souto Gonçalves
às 18h18 de segunda-feira
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