Mais de 400 pessoas foram assistidas, em cerca de mês e meio, no Serviço de Urgência (SU) do Hospital da Horta (HH), «com queixas de vómitos e ou diarreia, sugerindo um quadro de gastroenterite», apurou soutoemlinha junto do gabinete de comunicação daquela unidade hospitalar.
Deram entrada no SU, entre 1 de julho e 12 de agosto de 2026, 403 utentes apresentando as queixas referidas «o que corresponde a 12,3% dos utentes triados» naquele Serviço.
O HH adianta que «em igual período do ano passado foram registadas 94 entradas, o que corresponde a 3,1% da triagem realizada».
Na informação solicitada por soutoemlinha o HH especifica que «desde a segunda quinzena de julho deste ano que se tem vindo a notar um aumento progressivo do número de casos, traduzidos por uma muito maior afluência ao Serviço de Urgência».
«A causa da gastroenterite pode ser viral ou bacteriana», explica o HH, acrescentando que «a transmissão das gastroenterites é feita de modo “oral-fecal”, ou seja, trata-se globalmente de situações em que houve contacto com fezes, após uma defecação, e que, por ausência e ou incorreta lavagem das mãos, levam a uma transmissão do vírus ou da bactéria entre pessoas».
«Esta má lavagem das mãos — prossegue o HH — facilita a transmissão de microrganismos, quer pelo contato direto da mão suja com a boca, quer durante a manipulação dos alimentos que depois irão ser ingeridos, podendo ser a causa da transmissão.»
Por fim o HH chama a atenção para «situações de ajuntamentos como festas, reuniões com amigos, muito comum nesta altura do ano, em espaços com menores condições de higiene», que «poderão aumentar o risco de transmissão desta doença».

Escrito por
José Manuel Souto Gonçalves
às 12h35 de quinta-feira
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