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[…] Vento à velocidade aproximada de 30 nós (cerca de 55 km/h) terá originado a decisão do comandante do navio de cruzeiros Seven Seas Splendor de não atracar no Porto da Horta, ao princípio da manhã deste domingo, conforme estava programado.O navio, procedente da Bermuda, deverá chegar a Ponta Delgada pelas 7 horas de amanhã. Às 15 horas de hoje navegava a sueste da Ponta da Ilha do Pico.O rebocador Ilha de São Luís, que presta serviço, habitualmente, no Porto da Horta, encontra-se no Porto de Ponta Delgada, mas, não foi a sua ausência que impossibilitou a atracagem do Seven Seas Splendor, pois, o rebocador Bravo deslocou-se da Terceira durante a noite de ontem e madrugada de hoje para auxiliar a manobra no Faial.Este episódio levanta, novamente, a questão da operacionalidade do Porto da Horta, pois, «se a orientação do molhe norte fosse outra o navio estaria cá dentro», diz quem observa diariamente o movimento dentro da baía. «O espaço de manobra seria outro» se a ponta do cais de passageiros estivesse alinhada com a ponta do cais comercial, explica esta fonte, consultada por soutoemlinha.O caso não é para brincadeiras, mas, o taxista Emanuel Frias, com o seu habitual sentido de humor, escreveu no Facebook, depois de ver o navio zarpar: «No “Triângulo” dos Açores estas coisas também desaparecem», acrescentando que «nem para descarregar lixo este porto tem condições».Enquanto isto, e depois do recente mau tempo ter obrigado, mais uma vez, diversas embarcações a procurarem abrigo a sul do Faial, isto é, fora do Porto, a opinião pública voltou a dar sinais de preocupação sobre o assunto, nomeadamente, nas redes sociais, o que contrasta com o silêncio político.O empresário Manuel Nunes lançou o repto: «Com o mau tempo que voltou a fustigar o Porto da Horta, obrigando a sair da doca alguns navios para se protegerem da instabilidade dentro do Porto, por que não discutir a continuidade do que deveria ter sido feito no projeto inicial?»O mesmo empresário insistiu: «Se toda gente diz que o problema foi não se ter executado o projeto inicial, então, por que não se discute a possibilidade de prolongar o projeto inicial?»Disidério Machado, um faialense atento ao desenvolvimento da ilha, entrou no debate do Facebook e, no seu estilo cáustico, escreveu: «Mudam as cores, mas, os problemas mantêm-se! Penso que a questão é bem mais profunda! Os problemas são “medidos” em número de votantes; o que quer dizer que, no Faial, as soluções serão sempre reduzidas. Ou, se quiserem, pensam que ainda estarão a fazer muito, pela dimensão que temos… Então, caros amigos, acham que algum dia teremos “pista e porto”?Sobre o Porto, em concreto, Disidério Machado explicou: «Há uma questão determinante: é que ninguém sabe, ao certo, como resolver o problema do Porto! Há várias ideias, mas, ninguém concorda comm nenhuma… A única coisa que se sabe é que o “mar de norte” deixa o saco do porto como uma “máquina de lavar”!»NOTÍCIAS RELACIONADAS: + informação / + informação / + informação. […]
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Que lindo que és, ó Faial, Faial;
És a melhor joia que tem Portugal!
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