MALDITO
As redes sociais são o espelho da natureza humana. E todos sabemos que a natureza humana tem tanto de bom como de mau. Até sou levado a pensar que a balança se desequilibra para um lado.
Há tempos ouvi alguém dizer, numa entrevista sobre a existência de vida para além da terra, nesse Universo que não somos capazes de medir, o seguinte:
Somos tão pequeninos, tão pequeninos, tão pequeninos, que outras formas de vida que deambularão por aí acima das nuvens, já se terão apercebido que andamos por cá, mas, a nossa insignificância é tal que quem atravessa as galáxias não se dá ao trabalho de perder tempo a falar connosco.
Olha que eu fiquei a pensar nisto a sério!
Retomando o tema inicial, sobre a natureza humana.
Ultimamente neste minúsculo mundo do Faial começou a implantar-se a ideia de que os faialenses só sabem dizer mal.
E quem é que diz mal dos faialenses maldizentes?
Partindo do princípio, segundo minha avó, de que diz mal quem não quer dizer bem, esses tais que dizem que os faialenses só dizem mal, são os que, vendo-se ultrapassados no maldizer, subiram no grau da maledicência para serem eles próprios a criticarem nos outros aquilo que fazem.
Resumindo: há os maldizentes e os que dizem mal dos maldizentes.
Porquê? Porque todos querem alcançar o poder… da crítica.
Espero que este meu assomo filosófico, de quem, ironicamente, não completou o Liceu por causa da Filosofia, seja encarado, somente, como um texto mal dito, nanja maldito!

Escrito por
José Manuel Souto Gonçalves
às 01h00 de terça-feira

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