Ninguém se lembra de uma coisa assim…
São poucos, quiçá nenhuns, os temas que, no Faial, reúnem um tão alargado consenso como o que ontem se gerou.
Nas redes sociais foram dezenas, ou centenas, as exclamações sobre a trovoada que atingiu a ilha na última hora do dia. Tais expressões de espanto tiveram um denominador comum: ninguém se lembrava de alguma vez trovejar tanto em tão pouco tempo!
Poucos minutos antes da tempestade ainda houve quem troçasse da previsão meteorológica, mostrando em vídeo — na forma de “reel” tão em voga — a calmaria que reinava na cidade da Horta.
Nem houve tempo para o Diabo esfregar um olho: a “relampagem” superou o melhor espetáculo pirotécnico a que alguma o Faial assistiu!
A luz foi abaixo, a chuva caiu, todavia nem sequer como anunciado, mas, o ribombar dos trovões e o contínuo clarão dos raios refletido nas nuvens densas que cobriam o céu compuseram um autêntico «belo-horrível», conceito filosófico de Edmund Burke e expressão que o redator do jornal “O Telégrafo” utilizou na edição de 29 de de setembro de 1957 para descrever a recém-surgida erupção vulcânica dos Capelinhos.
O comandante dos Bombeiros do Faial, Marco Azevedo, informou soutoemlinha que os Soldados da Paz não foram chamados para nenhuma ocorrência.
Da “fronteira” do Pico sabe-se de notícias segundo as quais no lugar do Calhau ter-se-á formado um minitornado, que provocou estragos em telhados, arrombou portas e fez prejuízo no interior de, pelo menos, uma habitação.

Escrito por
José Manuel Souto Gonçalves
às 11h58 de quinta-feira
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