Edifício intergeracional da Feteira retoma obras em agosto
SOUTO GONÇALVES

Lançamento de livro sobre Rogério Silva acompanhou anúncio relativo ao edifício intergeracional
O anúncio foi feito pelo presidente da Casa do Povo da Feteira (CPF) na comemoração do 53.º aniversário da instituição, realizado no passado domingo
Durante a cerimónia, antecedida de missa e realizada na sede da Filarmónica Lira e Progresso Feteirense, José Alberto Fialho explicou a razão da paragem da obra, que salta à vista de quem passa na reta da Feteira, há quase ano e meio.
O presidente da CPF lamentou que 2026 tenha sido o terceiro ano consecutivo em que havia a expectativa de celebrar o aniversário “em casa” — «pura ilusão!» desabafou — e recordou o percurso do empreendimento.
A construção começou no início de 2024 para durar 11 meses e os trabalhos foram suspensos em fevereiro de 2025. Foi necessário alterar o projeto porque não existia em Portugal o material para o teto do edifício.
Só recentemente (há poucos dias) é que chegou a notícia de que a madeira já se encontra no nosso País, proveniente do norte da Europa. A habitual burocracia, entretanto, não facilitou a celeridade do processo. Também houve necessidade de mexer no orçamento. O teto custará mais de 100 mil euros.
Enquanto isto, José Alberto Fialho mostrou-se apreensivo porque a estrutura «já demonstra algumas anomalias». No entanto, sem deitar a toalha ao chão, garantiu: «Queremos acreditar e vamos mesmo acreditar que agora será de vez».
De qualquer maneira, o empreiteiro aponta o início de agosto como a data muito provável de reinício dos trabalhos, após a chegada do material em falta.
Antigo presidente da Junta de Freguesia da Feteira, envolvido, ao longo de toda a sua vida, sempre com grande dinamismo, em múltiplas atividades sociais e culturais, este feteirense falou, no seu discurso, sobre a instituição que dirige presentemente para lembrar a evolução do papel das Casas do Povo e as responsabilidades que têm na atualidade, que não podem ser cumpridas sem o apoio que diz faltar.
No entanto, manifestou esperança no trabalho que está a ser desenvolvido pela Delegação Regional dos Açores da Confederação Portuguesa das Casas do Povo (CPCP).
ROGÉRIO SILVA
Na ocasião, foi lançado um livro sobre «um desconhecido de muitos feteirenses», disse o presidente da CPF, que editou a obra.
Trata-se de Rogério Silva (1929-02-22 — 2006-06-12), cuja vida artística, nomeadamente como pintor, está profusamente documentada em «Rogério Silva e a Sua Arte — da Horta e Angra do Heroísmo a New Bedford». Os autores do livro são os professores universitários Luís Manuel Arruda e Onésimo Teotónio de Almeida.

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