Participação no Dia da Freguesia de Castelo Branco
O autor deste portal, a convite do presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, Vítor Mourinho, participou, na qualidade de empresário albicastrense, no 512.º aniversário da Freguesia de Castelo Branco.
Tomou parte na missa, às 19 horas, e depois na sessão solene, a partir das 20 horas.
MUNICÍPIO DA HORTA

Aspecto da sessão comemorativa do Dia da Freguesia
A propósito do acontecimento em causa, o autor deste portal publicou, no dia seguinte, no Facebook, o seguinte texto:
ENGANEI-ME
Na minha qualidade de (micro)empresário fui convidado para participar na comemoração do 512.° aniversário da Freguesia de Castelo Branco.
Nasci na Matriz, onde vivi 28 anos. Em Castelo Branco estou há 36. Mas, a minha ligação a esta freguesia funda-se na origem dos meus pais e avós, além de ter sido nela que vivi o melhor da minha infância, como já escrevi várias vezes.
Portanto, o convite e a afeição por este lugar justificaram o gosto de comparecer na comemoração.
Digo afeição e não amor, porque amor tem-se às pessoas. Mas, afeição não é nada menos, no caso, do que um sentimento forte e eterno.
Na missa o Coral de Santa Catarina cantou o hino da padroeira, o que bastou para me fazer saltar o coração, pois, lembro-me sempre de minha mãe quando o ouço.
Quanto à sessão solene que se seguiu, a minha expectativa era a de que se iria escutar os habituais discursos de circunstância.
Enganei-me!
O presidente da Junta de Freguesia, com um texto, certamente, elaborado pelo seu punho — a Inteligência Artificial ainda não é capaz de ir ao ponto de iludir o toque pessoal da criação humana —, deu uma lição de como se faz política bem feita.
Ao arrepio das outras intervenções não se ficou pelo chavão de que os autarcas é que são os políticos mais próximos dos cidadãos, blá, blá, blá…
Demonstrou-o, colocando-se, precisamente, ao lado dos seus fregueses.
Sem meias medidas pôs em sentido os representantes do Governo e da Câmara, obrigando-os a atropelarem o guião que traziam na algibeira ou no telemóvel.
Vítor Mourinho disse, com as letras todas, que a asfaltagem da estrada regional é mais do que urgente e que a Casa das Aves Marinhas dos Açores (CAMA), junto ao Morro, tem que ser aberta!
A lança atingiu o alvo no âmago.
O presidente da Câmara disse que a obra na estrada regional será feita depois da Variante e o secretário do Mar e das Pescas afirmou que o Governo vai incluí-la (tal como em todas as outras ilhas) nas verbas da União Europeia.
Curiosamente, essas verbas ainda não estão definidas.
Ou seja: um, promete; outro, acredita que as verbas vão cair do céu (leia-se fundos comunitários).
São respostas algo contraditórias, pois, se não houver verbas comunitárias para estradas, quem é que vai pagar? Ainda por cima, Carlos Ferreira prometeu não uma, mas duas obras, pois incluiu a obra do troço Casa da Batata – Ribeira Funda.
Resumindo: estamos ainda na habitual fase das promessas, que todos sabemos qual costuma ser o resultado.
Na assistência encontrava-se o deputado do PSD do Faial que, se quisesse, poderia aprender, com Vítor Mourinho, como é que se faz, pois, tanto ele, deputado, como a sua antecessora, só têm “olhinhos” para os governantes da sua cor partidária.

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