ESCRITO À MÁQUINA, FOLHA N.º 3
Este portal soutoemlinha tem como lema «comunicar por gosto». Nesta rubrica denominada ESCRITO À MÁQUINA dá-se expressão a tal desiderato
SOUTO GONÇALVES

O gosto pela escrita do autor deste portal foi estimulado, na sua infância e juventude, por esta máquina de escrever, adquirida pelo seu pai em finais da década de 50 ou princípios da década de 60 do século passado
ELOGIO AO HOSPITAL DA HORTA
Fui fazer análises hoje. Encontrei estacionamento perto. À chegada ao “hall” do Hospital, um voluntário (de bata amarela) disponibilizou-se, de imediato, para me ajudar a tirar a senha. Esperei uns breves minutos para ser encaminhado. Na zona de espera da sala de colheita, com toda a informação a passar num “écran”, também estive pouco tempo. Lá dentro, um pouco contraído, porque as minhas veias são difíceis de encontrar, a profissional que me atendeu foi de uma atenção e delicadeza irrepreensíveis. Já em casa, liguei para o Hospital porque me tinha esquecido de uma coisa. Não me puderam atender de imediato, mas, ficaram com o número e ligaram-me de volta.
É certo que foram só umas análises, mas, seria impossível correr melhor!
CAMIONETAS DA CARREIRA
Em São Miguel vão desaparecer três empresas quase centenárias de transportes rodoviários coletivos, segundo uma publicação no Facebook. Houve um concurso e ganharam outros concorrentes.
Alguém lamentava-se por este desfecho.
Aqui no Faial, as “camionetas da carreira” foram parte da vivência coletiva, num tempo em que duas empresas diferentes faziam a cobertura do Sul e do Norte da ilha — eram, respetivamente, as camionetas «dos Farias» e as camionetas «dos Cedros». As primeiras ainda se mantêm, embora com outros donos.
Às vezes vou para a cidade de camioneta. Gosto da viagem, que me recorda os tempos de infância, mas, interrogo-me sobre o seu futuro, pois, além de mim, às oito e meia, vão só mais duas ou três pessoas!
IATES A CHEGAREM
A partir desta altura (início da primavera), quem, como eu, mora no sul do Faial, pode desfrutar de um espetáculo como se estivesse sentado na plateia de um qualquer teatro, sem pagar nada por isso!
Refiro-me à passagem de veleiros na demanda do Porto da Horta.
Aparecem, primeiro, as embarcações de grande porte, à vela, com dois e três mastros, e os grandes iates de luxo [na imagem, abaixo, alguns deles atracados no molhe norte do Porto]; e, depois, os “aventureiros”, mais pequenos, que irão pôr a baía a rebentar pelas costuras, em maio e junho.

Mesmo sem binóculos para ver mais de perto, este movimento quase frenético é bonito. E se lhe juntarmos uma pitada de imaginação, somos capazes de idealizar estórias que se terão afundado em plena travessia do Atlântico…

José Manuel SOUTO GONÇALVES

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