NOTÍCIA
Voos para a Horta: vira o disco e toca o mesmo, segundo Dejalme Vargas
O porta-voz do grupo do Facebook Aeroporto da Horta contesta, numa publicação naquela rede social, que a SATA vá reforçar a operação aérea do Faial
Referindo-se a um título do semanário Tribuna das Ilhas segundo o qual a Azores Airlines acrescentará «mais um voo no verão» para esta ilha, Dejalme Vargas escreve que «pretende-se passar a mensagem de que 9 voos seria o normal e que um segundo voo ao domingo representaria um “reforço”», para acrescentar que «esse segundo voo aos domingos sempre existiu. Não é novo. Não é extra».
No “Tribuna” pode ler-se que «no que respeita ao número de ligações entre a Horta e Lisboa, sobretudo nos meses de julho e agosto, existirão duas ligações diárias às terças, quartas, sextas e domingos, enquanto às segundas e quintas existirá uma ligação».
Em contraponto, Dejalme Vargas assegura que o número de ligações entre Lisboa e a Horta não se alterou: «10 voos — exatamente os mesmos desde 2015», com a seguinte «distribuição semanal: domingo, 2 voos; segunda, 1 voo; terça, 2 voos; quarta, 1 voo; quinta, 1 voo; sexta, 2 voos; sábado, 1 voo».
O porta-voz do grupo Aeroporto da Horta diz que «o alegado reforço anunciado para o verão IATA traduz-se, afinal, em apenas quatro voos extraordinários: 21 de junho, 28 de junho, 6 de setembro, 13 de setembro» e afirma que «quatro operações isoladas em quase quatro meses não configuram um reforço sério para uma rota que cresce consistentemente ano após ano.
Dejalme Vargas conclui que «não há, portanto, qualquer “voo novo”» e lembra que «estes 10 voos são os mesmos que o Faial tem desde a saída da TAP, em 2015».
Por fim, lembra os números da operação aérea em causa: «Em 2024, o recorde anual de passageiros foi novamente batido e, pela primeira vez, foi ultrapassada a fasquia dos 300 mil passageiros. No ano passado, 2025, esse recorde voltou a ser superado, atingindo mais de 314 mil passageiros. Esta procura crescente e continuada demonstra claramente que a resposta operacional deveria acompanhar a realidade do mercado.»


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