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NOTÍCIA
Músicos faialenses, às dezenas, homenageiam Santa Cecília
Seis filarmónicas do Faial (Artista Faialense, Nova Artista Flamenguense, União Faialense, Unânime Praiense, Euterpe de Castelo Branco e Lira Campesina Cedrense) e elementos dos grupos folclóricos e etnográficos da ilha, prestaram a sua homenagem anual a Santa Cecília, padroeira dos músicos, durante uma concelebração eucarística, ao fim da tarde do domingo 16 de novembro, na igreja Matriz da Horta.
A Festa de Santa Cecília, que remonta a 1922, de acordo com o maestro Amorim de Carvalho, embora haja quem aponte uma data anterior, iniciou-se com o Encontro de Coros, na véspera, na igreja do Carmo.
Na Matriz subiram ao coro alto várias dezenas de coralistas das “capelas” (coros) paroquiais da Ouvidoria da Horta, para cantarem a missa, juntamente com um “ensemble” composto por seis professores e dois alunos do Conservatório Regional da Horta. A regência foi de Rui Pedro Soares, pároco da Zona Pastoral da Praia do Norte, Cedros e Salão.
Antes do início da cerimónia as filarmónicas tocaram, individualmente, no exterior do templo, os respetivos hinos sociais, e, depois, já no interior, interpretaram, novamente cada uma por si, o hino de Santa Cecília, repetido, em conjunto no final da celebração.
No ofertório da missa os grupos folclóricos e etnográficos marcaram presença através de uma representação, trajada a preceito.
Presidiu à concelebração eucarística o pároco da Matriz, António Saldanha, acompanhado pelo ouvidor da Horta e pároco das Angústias e Flamengos, Marco Martinho, bem como o pároco da Zona Pastoral da Praia do Almoxarife, Pedro Miguel e Ribeirinha, Roberto Cabral.
«NENHUMA CULTURA GEROU GÉNIOS DA MÚSICA COMO A CULTURA CRISTû
O sermão esteve a cargo do monsenhor e cónego da Sé de Angra, António Saldanha, que colocou a música no centro das suas palavras.
«A alma agiganta-se e cresce com a música», disse, acrescentando que «o amor está em todas as grandes composições musicais da História.»
Sublinhou, depois, que «nenhuma cultura gerou génios da música como a cultura cristã», porque «a Palavra de Deus inspira e é criativa.»
«Não se pode executar o Requiem de Mozart se não se acredita na vida eterna», pois, «a música cristã foi composta por gente de fé e de joelhos», assegurou o sacerdote num discurso em que pôs a render os seus dotes de orador sacro.
Numa referência final e a propósito da Festa de Santa Cecília, António Saldanha preconizou que esta virgem e mártir canonizada pela Igreja Católica, «tem que ser celebrada para lembrar os valores pelos quais deu a vida.»
Hino de Santa Cecília executado pelas filarmónicas do Faial na Matriz da Horta, no domingo, 16 de novembro de 2025:
Clicar no “link” abaixo para ouvir.
https://www.facebook.com/reel/824241900247509




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