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Na próxima quinta-feira, 13 de novembro, completa-se uma década sobre o falecimento de monsenhor Júlio da Rosa, antigo pároco das Angústias e figura destacada da cultura e sociedade faialenses e açorianas.
O “padre Júlio” — duas palavras que que têm uma dimensão popular e respeitável como poucas no meio faialense — será alvo de uma sessão evocativa do seu falecimento promovida pela Fundação Mater Dei, que o próprio criou.
No sábado, 15 de novembro, pelas 10h30, na Sala Peter (Café Sport), o padre Pedro Silveira Lima proferirá uma conferência intitulada «Padre Júlio: Sacerdote com coração de pai. Relatos de um testemunho vocacional».
Seguir-se-á uma visita à sede da Fundação Mater Dei, na Rua Príncipe Alberto do Mónaco, que guarda um espólio sacro inigualável, que monsenhor Júlio da Rosa recolheu, bem como alguns dos seus pertences, nomeadamente a biblioteca, composta por milhares de livros e publicações.
A alocução do faialense Pedro Lima, pároco de Santa Luzia e Posto Santo em Angra do Heroísmo, terá a particularidade de ser proferida por quem construiu a sua vocação sacerdotal sob a inspiração do “padre Júlio”.
Na quinta-feira, dia 13 de novembro, data da morte de monsenhor Júlio da Rosa, a sua alma será sufragada numa Eucaristia solene, às 18h30, na igreja da paróquia de Nossa Senhora das Angústias, onde o homenageado exerceu o seu múnus pastoral durante mais de seis décadas consecutivas (1949-2010).
Professor do Liceu Nacional da Horta; historiador; impulsionador do Museu da Horta, que dirigiu; orador sacro e multifacetado, de grandes recursos, o “padre Júlio” deixou também um legado de ação social na sua paróquia ainda hoje recordado por muitos que de tal beneficiaram.
A vida deste sacerdote foi caracterizada, também, pela sua facilidade e empenho em estabelecer pontes entre a Igreja, em cuja devoção era irrepreensível, e a “sociedade civil”, fosse esta representada por dignitários, fosse a que se manifestava nas suas franjas mais pobres. Dele se diz que, com o mesmo à-vontade, se sentava na mesa de um doutor, ou na casa de um pedinte.




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