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Diocese de Angra tem um plano de nove anos para chamar os leigos à participação
A Igreja Católica do Faial viveu um momento, na segunda-feira, 3 de novembro, de vitalidade e afirmação, desde logo por ter escolhido, para a apresentação do Projeto Pastoral Diocesano (PPD), um ambiente laical, fora do templo.
Intencional, ou não, esta opção alinhou-se com uma afirmação do padre Jacob Vasconcelos, diretor do Serviço Diocesano da Coordenação Pastoral: «Não podemos ficar à espera, temos que ir ao encontro.» E deu um exemplo: «No batismo, não devemos batizar e depois não fazer nada, ficando à espera, é preciso criar uma oferta, ir ao encontro, mesmo de quem só nos procura ocasionalmente».
Foram várias as mensagens deixadas por Jacob Vasconcelos, encarregado de apresentar, no Faial, o PPD, no dia em que a Diocese de Angra celebrou o 491º aniversário da sua criação.
Pela mão do ainda recente bispo de Angra, a Diocese delineou um plano de nove anos (2025-2034) tendo em vista a celebração dos cinco séculos, o qual se encontra dividido em três triénios, por sua vez subdivididos em três anos pastorais, o primeiro dos quais, 2025-2026 arrancou agora.
E foi para falar do Ano Pastoral em curso que veio ao Faial o diretor do Serviço Diocesano da Coordenação Pastoral, que acumula as funções de pároco de Santa Bárbara, ouvidor de Angra do Heroísmo e professor do Seminário.
Escutou-o na Biblioteca João José da Graça um conjunto de fiéis (cerca de seis dezenas) oriundos de diversas paróquias da Ouvidoria da Horta. A sessão foi antecedida de uma celebração eucarística na Matriz.
O orador entregou aos presentes três documentos: Carta Pastoral Batizados na Esperança, do bispo diocesano Armando Domingues; Projeto Pastoral Diocesano — Ano Pastoral 2025-2026; e Escola Diocesana de Formação.
Para além da ideia de «ir ao encontro», anteriormente referida, e de outros segmentos do PPD, Jacob Vasconcelos sublinhou a importância de tornar os Conselhos Pastorais, paroquiais e de ouvidoria, em órgãos vivos e ativos, chamando elementos que possam levar ao seu seio a realidade da comunidade que está para além das portas da igreja.
«Nos Conselhos Pastorais não pode ser partilhada apenas a opinião dos que lá estão, pois estes têm a obrigação de auscultar e dialogar, para apresentarem a visão de quem representam», clarificou.
Reforçou a importância da responsabilização cada vez maior dos leigos na vida da Igreja, advertindo que «não se pode falar de sinodalidade (caminhar em conjunto) sem uma estrutura de apoio», aludindo aos já mencionados Conselhos Pastorais.
O diretor do Serviço Diocesano da Coordenação Pastoral, na apresentação da Escola Diocesana de Formação (cursos para leigos), destacou a sua importância na capacitação dos leigos para as funções e missões a que são chamados e disse, em forma de incentivo, que via na sua frente várias pessoas que poderiam frequentar, no futuro, os cursos (presenciais e “online”) propostos: Curso Básico de Teologia (Filosofia da Religião, Introdução à Sagrada Escritura, Introdução à Teologia, Antigo Testamento, Documentos do Magistério, História das Religiões, Psicologia da Religião), Fé e Ciência), Ministérios Laicais (Introdução à Sagrada Escritura, Introdução à Teologia) e Curso Livre (personalizado).
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Fotografia de Fernando Duarte





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