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O Conselho de Administração da Portos dos Açores, S. A. (PA) distribuiu uma “nota pública” na qual explica que só às 11 horas da segunda-feira, dia 27 de outubro, foi requerida a utilização de rebocador para a operação do Artania no Porto da Horta, que deveria ter ocorrido menos de 24 horas depois. «Inicialmente não havia sido solicitada pelo agente de navegação daquele navio» o serviço de reboque, acrescenta a PA.
Até às 16 horas do dia 27, «dentro do horário regulamentar», o agente de navegação do Artania foi informado de «que o navio em questão não poderia contar com os serviços de reboque apenas solicitados naquela data», especifica a “nota pública”.
Apesar de tudo, ou seja, apesar da solicitação ter sido feita “em cima da hora”, a PA esclarece que «naquele mesmo dia [27] o rebocador “Ilha de São Luís”, que havia estado em serviço no Porto de Ponta Delgada, tinha programada viagem para a Horta, viagem que acabou por ser cancelada por razões meteorológicas, nomeadamente em função de ondulação em rota na ordem dos 4-5 metros, superior à recomendada para a navegação ao largo por parte daquela embarcação portuária».
Entretanto, a opção de atracar na Horta pertenceu ao comandante do Artania que, segundo a PA, «decidiu tentar a escala».
As circunstâncias que condicionaram a tentativa atracar na Horta, são descritas pela PA do seguinte modo: «o “Artania” confrontou-se, no exterior da baía da Horta, com ventos na ordem dos 25-30 nós, situação que inviabilizou a escala no porto faialense, por razões de segurança da manobra do navio, dos seus passageiros e tripulantes e para integridade, ainda, da infraestrutura portuária.»
A PA lembra que «as embarcações e navios que pretendam escalar o porto ou utilizar cais comerciais deverão transmitir aos serviços competentes da autoridade portuária todas as informações pelas quais seja possível tomar conhecimento preciso das operações previstas e dos meios necessários para a realização das mesmas, por meio de documentos próprios ou através de sistema informático utilizado para esse fim, em horários e com antecedências mínimas a divulgar, por forma a ser-lhes proporcionada a devida assistência e o rápido desembaraço», e adianta que «de acordo com os dados oportunamente carregados na plataforma informática ‘Janela única Logística’ (JUL), estava programada para 28 de outubro a escala
do navio de cruzeiros “Artania”, do operador Phoenix Reisen, no Porto da Horta».
REBOCADORES SÃO UTILIZADOS EM TODOS OS PORTOS
Sobre o facto de o Porto da Horta estar subtraído do rebocador Ilha de São Luís, a PA informa que «os equipamentos marítimos da Portos dos Açores, S.A., e em particular os rebocadores, se acham ao serviço da empresa onde quer que possam ser utilizados».
«Em função da tonelagem de certos navios, nomeadamente os graneleiros, tem vindo a mostrar-se necessário promover a deslocação de outros rebocadores da administração portuária quer para a Praia da Vitória, quer para Ponta Delgada, para auxílio às manobras», sublinha a “nota pública” do Conselho de Administração da PA.
A PA possui, presentemente, três rebocadores disponíveis.
INÊS SÁ CRITICA CARLOS FERREIRA
Enquanto isto, a deputada Inês Sá criticou a posição do presidente da Câmara da Horta. Ao exigir esclarecimentos à PA Carlos Ferreira revelou «uma inversão de responsabilidades».
A também vereadora na Horta eleita pelo PS afirmou que é ao Governo Regional dos Açores «que compete assegurar a dotação e o funcionamento dos meios portuários, e não apenas à Portos dos Açores, pelo que era expectável que a Câmara exigisse ao Governo Regional as medidas que cabem ao seu âmbito de competência».
O Grupo Parlamentar do PS-Açores vai solicitar ao executivo açoriano «explicações sobre os motivos que levaram à ausência do rebocador no porto no momento da operação», informou Inês Sá, para quem é «inaceitável que o navio de cruzeiros Artania não tenha podido atracar».
O portal soutoemlinha pediu, entretanto, uma declaração de Carlos Ferreira sobre as explicações da PA. O presidente do Município encontrava-se numa reunião aquando a tentativa de contacto. Mais tarde, caso Carlos Ferreira se queira pronunciar, soutoemlinha publicará a respetiva notícia.
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