FAIAL CULTURAL
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NOTÍCIA
Fernando Duarte
Concelebração eucarística solene: Dinis Silveira, pároco das Bandeiras, Madalena e Criação Velha; Rui Pedro Soares, pároco da Praia do Norte, Cedros e Salão; António Saldanha, pároco da Matriz e Conceição; António Júlio Trigueiros, sacerdote jesuíta; Marco Martinho, pároco das Angústias e Flamengos e ouvidor da Horta; Roberto Cabral, pároco da Praia do Almoxarife, Pedro Miguel e Ribeirinha (da esquerda para a direita)
Em noite de cultura falou-se de um «lugar de encontro da comunidade e foco de difusão do Evangelho na Horta»
O pároco da Matriz da Horta, António Saldanha, monsenhor e cónego da Sé de Angra, de volta ao templo onde despertou para a sua vocação sacerdotal e onde, também, anteriormente, paroquiou, logo no início do novo mandato, recentemente assumido, deixa uma marca cultural que condiz com o seu perfil de historiador.
Na noite de ontem realizou-se a comemoração do 200.º aniversário da transferência da antiga igreja Matriz para a igreja do Colégio dos Jesuítas.
O programa incluiu uma concelebração eucarística e um conjunto de três conferências «dedicadas à história, arte e património religioso da ilha do Faial», segundo o portal Igreja Açores.
No “site” da Diocese de Angra lê-se que «o evento procurou evocar a memória de dois séculos de vida comunitária e pastoral, recordando não apenas os espaços sagrados, mas também os muitos religiosos e leigos que contribuíram para a missão da Igreja na ilha».
O pároco da Matriz destacou, na ocasião, «a importância de preservar a memória de um espaço “arquitetónico e litúrgico que já não existe”, lembrando que a antiga Igreja Matriz — demolida no século XIX — “serviu como lugar de encontro da comunidade e foco de difusão do Evangelho na Horta”», refere o Igreja Açores.
Por seu turno, a historiadora Maria João Pereira Coutinho, investigadora do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, falou do «ciclo pictórico dedicado a Inácio de Loyola presente na atual Igreja Matriz, salientando o valor artístico e simbólico desta iconografia e a necessidade da sua preservação» informa o portal da Igreja açoriana.
O mesmo “site” adianta que o sacerdote jesuíta António Júlio Trigueiros, doutorado em História Moderna, «apresentou a génese e o papel dos colégios da Companhia de Jesus em Portugal, destacando o contributo educativo dos jesuítas e refletindo sobre as consequências da sua expulsão no século XVIII para o ensino nacional».
Foi, também, orador, o investigador faialense Tiago Simões da Silva, doutorando na Universidade Nova de Lisboa, que se debruçou sobre «novos dados documentais» relacionados com «a primitiva Igreja Matriz, demolida em 1842, procurando reconstituir a sua estrutura, capelas e confrarias a partir de registos históricos», acrescenta a mesma fonte.
As conferências foram intercaladas pela execução, impactante, de peças musicais no órgão do coro alto da Matriz pelo professor do Conservatório Regional da Horta Volodymyr Samokhvalov, que arrancou pronunciadas ovações do público.
Na assistência encontravam-se o presidente do Parlamento açoriano, Luís Garcia; o presidente do Município da Horta, Carlos Ferreira; a presidente da Assembleia Municipal, Teresa Ribeiro; o presidente da Junta de Freguesia da Matriz, Laurénio Tavares, e outros autarcas e autoridades civis e militares, além da quase totalidade do clero faialense.
No público, pouco numeroso, destacavam-se, sobretudo, vários figuras ligadas à cultura faialense e à investigação histórica, entre diversos paroquianos da Matriz e outras freguesias.
Fernando Duarte

Sob o olhar do ouvidor da Horta, Marco Martinho, a mesa das conferências: Tiago Simões Silva, António Saldanha, António Júlio Trigueiros, Maria João Coutinho (da esquerda para a direita)




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