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Faial esquecido no Orçamento do Estado | fotografia de Souto Gonçalves, arquivo
Aeroporto da Horta fora do Orçamento de Estado 2026
O Grupo Aeroporto da Horta (GAH) do Facebook emitiu, no início da manhã de hoje, um comunicado de protesto pela ausência do Aeroporto da Horta do Orçamento do Estado 2026 (OE2026), já entregue na Assembleia da República.
«Mais um Orçamento de Estado, Mais uma Oportunidade Perdida» é o título do texto que chama a atenção para o facto de não haver, naquele documento, «qualquer artigo que contemple verba para a obra de ampliação da pista do Aeroporto da Horta».
Administrado por Diogo Duarte e moderado por Dejalme Vargas e Rui Sousa o GAH fala, nesta reação à lacuna do OE2026, em «palavras ocas e promessas adiadas» e diz que «a montanha pariu um rato».
«O que se avizinha são dias difíceis. E o que se exige é ação imediata, transparência, e compromisso político real com o desenvolvimento da ilha», conclui o comunicado.
PROJETO ATRASADO
A inscrição de uma mera referência ao Aeroporto da Horta nos Orçamentos de Estado dos últimos anos tem sido motivo para o combate político. Mesmo sem qualquer dotação financeira nos documentos em causa, tem havido quem ache que o que já lá foi escrito representou uma conquista, enquanto também não tem faltado quem diga que isso não passou de uma manobra ilusória. Estas posições, antagónicas, são tomadas consoante quem as faz se encontra no poder ou na oposição.
Entretanto, o GAH lembra que «o projeto de ampliação da pista, que deveria ter sido concluído em seis meses, com entrega prevista para junho deste ano, já acumula mais de três meses de atraso», lamentando que não tenha sido concluído «a tempo de ser incluído no OE2026».
No debate da RTP sobre as Eleições Autárquicas 2025 no concelho da Horta o candidato e presidente da Câmara atribuiu o atraso a trabalhos complementares e acrescentou que o projeto será entregue até ao fim do ano.
O GAH recorda que «o PS não tinha inscrito a obra nos Fundos Europeus», mas, sublinha que «três anos depois, essa promessa continua por cumprir».
OBRIGAÇÕES DE SERVIÇO PÚBLICO INSATISFAZEM
Insistindo na inação no que respeita a este assunto, o GAH aproveita para afirmar que as «Obrigações de Serviço Público (OSP) não respondem às necessidades da ilha» e lança suspeitas sobre «bastidores que afastaram concorrentes capazes de melhorarem a oferta» das acessibilidades aéreas ao Faial.
«Sem o aumento da pista, sem OSP ajustadas» o futuro da ilha «está em risco», conclui o GAH.


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