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Rajadas do Gabrielle abaixo de 150 km/h no Faial

Praça da República | fotografia de Roberto Duarte, Facebook
A estação meteorológica particular de Luís Serpa, no Alto da Boavista (nas proximidades do Colégio de Santo António, na Horta) registou, às 4h50 de hoje, uma rajada de vento que atingiu 144 km/h, valor máximo obtido durante a passagem do furacão Gabrielle. Entre as 4 e as 5 horas, no Observatório Príncipe Alberto do Mónaco, também na cidade da Horta, foi registada uma rajada de 140 km/h.
Estes valores ficaram muito aquém da previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que apontava para rajadas que poderiam chegar a 200 km/h.
Após esta notícia, publicada às 11h23, o IPMA divulgou um comunicado mencionando uma rajada de 154 km/h no Faial, também às 4h50.
Com a memória do Lorenzo bem presente, que fustigou os Açores, nomeadamente o Faial, no início de outubro de 2019, receava-se, na ilha, uma madrugada catastrófica, que, felizmente, não ocorreu, embora haja notícia de alguns prejuízos.
Proteção Civil da Horta atua
O Serviço Municipal de Proteção Civil da Horta emitiu um comunicado, ao princípio da manhã de hoje, no qual refere 42 ocorrências e o realojamento de três pessoas «numa operação que envolveu 123 recursos humanos, apoiados por 38 veículos».
Preventivamente, na noite de ontem, cerca de duas dezenas de moradores das Angústias, Feteira e Castelo Branco saíram das respetivas habitações por indicação da Proteção Civil, que providenciou a respetiva acomodação.
«Quedas de árvores, danos em estruturas elétricas e de telecomunicações, obstrução de estradas, danos em residência, coberturas em perigo» foram as situações a que as autoridade tiveram que atender, de acordo com o comunicado da Comissão Municipal de Proteção Civil.
«Devido à agitação marítima no interior do porto da Horta, embarcações tiveram de largar das posições de atracação para fundearem ou ficarem a pairar na baía», acrescenta a nota informativa.
Armador mostra agitação marítima no porto
O armador de pesca faialense Carlos Sousa mostrou, no Facebook, a agitação marítima no porto da Horta, referindo rajadas de vento de 150 km/h.
Aproveitou a ocasião para um desabafo, em forma de protesto: «Na Marina da Horta antigamente havia lugar para todos os barcos de pesca hoje em dia só para alguns. Os pescadores estão cada vez a ser mais desvalorizados.»
Praça da República

Fotografia de Rolando Pereira, Facebook


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