Faleceu, na quarta-feira, 20 de agosto de 2025, Manuel Francisco Pacheco de Sousa. Completaria 75 anos a 17 de setembro próximo.
Profissional reconhecido na área da odontologia, afirmou-se como assistente da saudosa “Manuela dentista”, um nome com prestígio na ilha do Faial.
No século passado, numa altura em que não existiam por cá médicos-dentistas, o consultório da D. Manuela, na Rua Maestro Symaria, na Horta, afirmou-se neste campo da prestação de serviços de saúde.
Genro de Manuela Brum, Manuel Sousa assumiu o papel de braço direito da personagem principal do consultório, mantendo, depois, parte da atividade, quando a figura tutelar deixou de trabalhar.
Ainda durante largos anos Manuel Sousa exerceu o seu múnus, preservando os pergaminhos da casa onde se formou.
Tornou-se um rosto popular na cidade, por onde circulava diariamente, sobretudo na rua rua principal, Praça da República, mercado e avenida, sempre caminhando a pé.
Simpático e falador, cumprimentava todos, com o seu sotaque micaelense, que, no entanto, não beliscava a condição de faialense por adoção.
O seu passamento é daqueles que representa uma notória perda para a idiossincrasia do Faial.
O autor deste portal recorda, com saudade, o primeiro contacto com Manuel Sousa, na altura conhecido por “cabo Sousa”.
Pela década de 70 do século passado Manuel Sousa cumpriu serviço militar na Bataria de Defesa de Costa N.º 1, no quartel do Carmo, na Horta,
Após as obrigações militares diárias, deleitava-se, ainda envergando a farda e as divisas encarnadas do posto de 1.º cabo, com a frescura que as árvores da Praça de República lhe ofereciam, sentado num banco ao fim da tarde.
“Metia-se” com a rapaziada que por ali circulava de bicicleta. Talvez por causa da aparência da vestimenta, mas, certamente, devido à sua natural gentileza, formava-se à sua volta um círculo curioso em animada cavaqueira.
Certo dia o «cabo Sousa», se calhar porque a canícula se fazia sentir fortemente num mês de agosto dessa época, encontrava-se, descontraidamente, no seu banco de jardim, sem a boina castanha na cabeça.
Vai senão quando, surge, ao longe, um Volkswagen carocha preto. Ato contínuo: o «cabo Sousa» levanta-se repentinamente e esconde-se atrás da árvore mais próxima!
O condutor era o comandante da Bataria…
O autor deste portal já não se lembra se a manobra foi suficiente para evitar uma punição por ausência da boina no cocuruto.



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