RESUMO DA EDIÇÃO
— Guia de Montanha Renato Goulart fala sobre resgate de helicóptero no Pico.
— Revista da imprensa: títulos dos jornais do Faial e Pico.
— Falecimento de Luís Carlos Evangelista.
— Duas revelações: o repórter e a entrevistadora.
— Vandalismo na Praia do Almoxarife e na ermida do Pilar.
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Falta de calçado adequado leva turista a arriscar a vida no Pico

Resgate aéreo de um turista na Montanha do Pico | fotografia de Renato Goulart
O resgate, de helicóptero, de um turista em perigo de vida na encosta da Montanha do Pico, na última quinta-feira, 24 de julho de 2025, inundou a Comunicação Social, nomeadamente os respetivos portais da Internet. A notícia teve grande impacto devido às circunstâncias do sucedido. O relato da marcha dos acontecimentos foi feito pela Força Aérea Portuguesa.
O portal soutoemlinha procurou conhecer os pormenores do sucedido, tentando acrescentar informação à que já foi publicada, recorrendo ao experiente guia de montanha Renato Goulart.
«O turista era para subir a Montanha com um colega meu, mas, não tinha sapatos adequados e não havia sapatos disponíveis na Casa da Montanha. Ele era bastante alto, calçava o 52. Por isso, não havia condições para a subida à Montanha», explicou Renato Goulart.
Entretanto, o guia iniciou a subida, enquanto o seu cliente informou que partiria para a Madalena. «Acontece que se dirigiu para uma zona muito afastada da Casa da Montanha e iniciou uma marcha completamente fora do trilho, pelo lado norte», adiantou Renato Goulart.
A decisão do turista de seguir sozinho longe do percurso normal foi tomada com o objetivo de não ser visto, disse Renato Goulart, admitindo que é a única explicação que encontra para o que aconteceu.
O resultado deste comportamento temerário foi colocar-se em apuros, embora com a vantagem de poder ter sido resgatado antes do pôr-do-sol, num dia de céu praticamente limpo e de pouco vento, caso contrário o socorro ter-se-ia tornado inviável.
A equipa de resgate por terra não conseguiu efetuar o salvamento por razões de segurança própria e do indivíduo que iria ser alvo de socorro, o que levou à intervenção de um helicóptero da Força Aérea e evacuação pelo ar.
Segundo Renato Goulart o turista encontrava-se no chamado Areal de Santa Luzia a partir de onde é impossível chegar à cratera do Pico, manifestando-se perplexo com a atitude do socorrido, que classificou de loucura.
«Em 34 anos de experiência de Montanha nunca pensei, nem nunca pus a hipótese de alguém chegar ali e colocar-se daquela forma», concluiu Renato Goulart, admitindo que já ocorreram situações de desrespeito pelas regras, mas, sempre nas proximidades dos trilhos e nunca em resultado de um comportamento «tão negligente e inconsciente».
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REVISTA DA IMPRENSA
TRIBUNA DAS ILHAS
Através da edição do Tribuna de sexta-feira, 25 de julho de 2025 fica-se a saber que a «autarquia admite morosidade nos processos» de licenciamento de obras.
Na rubrica «Faialenses pelo Mundo» é destacado o título «desejo constante de um dia poder regressar a casa».
Este semanário dá relevo ainda a outros três temas: «20 valores no exame nacional de Geometria Descritiva A» na Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA); «Abertura antecipada EBI/António José d’Ávila não é possível»; «Medalha de honra do Município» para a Divisão Policial da Horta da Polícia de Segurança Pública.
ILHA MAIOR
«As Festas Maiores da Madalena» fazem a manchete do semanário Ilha Maior, na edição de sexta-feira, 25 de julho de 2025. O jornal publica duas fotografias, em destaque, da imagem de Santa Maria Madalena, ornamentada com flores na igreja de que é titular, e de um dos concertos no palco principal dos festejos.
Em rodapé, na 1.ª página, vem publicada a notícia de que «Flor do Pico conquistou primeiro lugar em concurso de mel da Feira Açores».
Outros temas com lugar na capa: «Observatório da Montanha será beneficiado»; «Dois campos de Padel na Madalena»; «Candelária investe na valorização do Cabeço do Pé do Monte»; «Vigilantes da natureza vão fiscalizar trilho da Montanha».
JORNAL DO PICO (JP)
Este semanário põe em relevo na sua edição de sexta-feira, 25 de julho de 2025, uma afirmação da presidente do Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha do Pico: «Os Médicos de Família são a base da resposta em Saúde numa ilha sem hospital».
Quatro temas preenchem a “orelha” direita da capa do JP: «Francisco César apela à criação de programas de reinserção social»; «Átoa Rui Veloso e Van Zee no palco principal» do Cais Agosto»; Rafael Carvalho e Tiago Lima são os convidados especiais» de Música no Forte; «Paulo Plácido vai continuar ao leme da nau vitoriana» nas eleições do Vitória FC.
O DEVER
Na edição da última quinta-feira, 24 de julho de 2025, O Dever diz, em destaque, que o Concurso das Obrigações de Serviço Público do transporte aéreo foi «adiado até setembro». Este semanário adianta o valor de 62,5 milhões de euros (ME).
Num segundo destaque lê, sobre a Montanha do Pico, que «Vigilantes da natureza recebem novos equipamentos para monitorização e vigilância».
«Hotel Aldeia da Fonte será vendido a empresário micaelense» é outra notícia de capa, onde também de pode ler que «D. Sérgio Dinis preside à festa do Senhor Bom Jesus Milagroso» e que Sérgio Sousa assume chefia do Serviço de Desenvolvimento Agrário do Pico».
INCENTIVO
No seu boletim informativo semanal distribuído aos assinantes sexta-feira o Incentivo refere, entre outros, os seguintes assuntos: «PS defende redução dos preços praticados no minibus»; «Força Aérea fez “resgate complexo” de homem na montanha do Pico»; «Aplicação mySaúde Açores passa a disponibilizar resultados de análises»; «CGTP-IN/Açores contra privatização de empresas públicas na região».
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FALECIMENTO
Faleceu, na passada quarta-feira, 23 de julho de 2025, em Faro, aos 71 anos de idade, Luís Carlos Evangelista.
Natural da ilha do Faial, Luís Carlos Evangelista emigrou para os Estados Unidos da América, tendo-se radicado, posteriormente, no continente.
Na sua juventude fez parte dos escalões de formação do Fayal Sport Club como guarda-redes de futebol.
TÍTULO IMPRESSO
«Podemos ter uma revolução se o problema da habitação não for atacado já»
Paulo Trigo Pereira em entrevista ao Nascer do Sol
Com o dedo na ferida
«Em poucos anos, as 308 câmaras em Portugal começaram a adaptar os seus portais para terem uma área noticiosa. (…) De repente, tínhamos mais 308 jornais (um por cada concelho) a fazer concorrência à imprensa regional. A estes 308 novos jornais encapotados e parciais (pois são autênticas ferramentas de propaganda do poder instalado), juntaram-se mais umas centenas de Juntas de Freguesia.»
José Vieira, Diário da Lagoa
in Q uietação
Já dizia Mário Soares que o que não aparece na televisão é como se não acontecesse. Esta foi a reação deste vulto político quando indagou a um dos seus assessores sobre se a RTP — no tempo em que só havia RTP — iria estar presente em determinada cerimónia.
Hoje, para que um evento seja digno desse nome já não basta a TV é preciso que apareça nas redes sociais. Quando não, é como se não tivesse acontecido nada!
Há, no entanto, uma diferença entre a atualidade e o tempo de Mário Soares: a televisão fazia uma reportagem, procurando respeitar as regras do jornalismo, que se resumem nos três “C”: claro, conciso e concreto; nas redes sociais cada um faz à sua maneira: chega-se a ver publicações com centenas de fotografias, a maioria das quais repetitivas, que não acrescentam nada umas às outras.
Mas, nem tudo é mau no Facebook e quejandos.
Por exemplo, aqui no Faial, temos assistido a duas grandes revelações, de fazerem inveja aos melhores jornalistas das televisões nacionais.
Estamos a falar do repórter Carlos Ferreira, exímio na comunicação com os olhos postos na câmara (aqui, a palavra tem dois sentidos — câmara de filmar e câmara municipal), e da entrevistadora Inês Sá, visando, igualmente, a câmara e lançando perguntas a entrevistados (des)prevenidos!
” Tá mal “

As redes sociais surpreenderam os faialenses nos últimos dias com a divulgação de um vídeo em que alguns indivíduos se mostravam a vandalizar e destruir equipamentos públicos urbanos de recreio e lazer na Praia do Almoxarife, neste caso, não pela calada da noite, mas, com uma ostensiva provocação.
Entretanto, soutoemlinha recebeu dois contactos, de outros tantos cidadãos, a darem conta de que a ermida do Pilar está vandalizada. Uma das pessoas em causa manifestou-se profundamente desapontada porque subiu ao Pilar com um casal de turistas para lhes mostrar a magnífica paisagem que dali se observa, porém, viu-se confrontada com a situação, o que não é, diga-se em abono da verdade, nada agradável para quem faz o papel de cicerone.
São dois casos a exigir intervenção da investigação policial.
Será que o vídeo referido não permite a identificação rápida dos prevaricadores? | fotografia de arquivo com direitos reservados


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