RESUMO DA EDIÇÃO
— Polícia em atividade.
— Classificação do campeonato de botes baleeiros.
— Festival Maravilha versus Semana do Mar.
— Falecimento do “Mestre Baitinhas”.
— Centro de Marcha e Corrida enferrujado.
— Falta de imaginação no discurso político.
— A Bola foi, ou não, «pensada» na Horta?
Polícia detém indivíduo no Faial

Quase meia centena de acidentes de viação nos Açores em quatro dias | fotografia com direitos reservados
Durante a atividade desenvolvida entre a passada quinta-feira, 17 de julho, e o domingo seguinte, dia 20, a Divisão Policial da Horta da Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve um indivíduo de 35 anos, no concelho da Horta, «pela suspeita da prática do crime de condução de veículo sob a influência de álcool».
Em comunicado a PSP revela que também na Madalena do Pico ocorreu uma detenção «pela suspeita da prática do crime de resistência e coação contra Agente de Autoridade».
No que diz respeito à sinistralidade rodoviária foram registados, nos Açores, no período mencionado, 49 acidentes de viação, que provocaram 13 feridos.
DESPORTO
Campeonato do Faial de botes baleeiros prossegue

Os seis botes baleeiros que participaram na Regata do Comprido, rebocados pela “gasolina” Walkiria | fotografia de José Macedo
Após a regata do Comprido, realizada no último sábado, 19 de julho, integrada nas festas de Santa Ana do Capelo, e com duas provas disputadas, de seis programadas, do campeonato local de botes baleeiros à vela, o bote Nossa Senhora das Angústias é o líder da classificação, contando um 1.º e um 2.º lugares, respetivamente nas regatas do Comprido e de Nossa Senhora das Angústias. Na segunda posição está o Nossa Senhora da Guia (1.º nas Angústias e 3.º no Comprido). O terceiro classificado é o bote Nossa Senhora do Socorro (2.º no Comprido e 3.º nas Angústias). O quarto lugar é ocupado pelo Nossa Senhora de Fátima (4.º nas Angústias e no Comprido. O bote Capelinhos é quinto classificado (5.º nas Angústias e desclassificado no Comprido). O Claudina é o sexto bote da classificação geral (6.º nas Angústias e desclassificado no Comprido). O São José é o penúltimo de outo concorrentes, não se tendo classificado em nenhum das duas regatas realizadas, acontecendo o mesmo ao “lanterna vermelha” Maria da Conceição.
Na passada edição o INQUIETO noticiou o resultado da regata do Comprido, referindo-se aos botes. Agora publica a classificação indicando o armador e o oficial:
1.º Senhora das Angústias, Junta de Freguesia das Angústias, Luís Morais;
2.º Senhora do Socorro – Junta de Freguesia do Salão, Luís Alves;
3.º Senhora da Guia, Junta de Freguesia da Feteira, Rute Matos;
4.º Senhora de Fátima, Junta de Freguesia de Castelo Branco, César Pereira;
Desclassificados:
Capelinhos, Junta de Freguesia do Capelo, Fernando Decq Motta;
Claudina, Clube Naval da Horta, João Oliveira.
O campeonato é composto por seis regatas. As próximas serão as regatas da Senhora de Lourdes (Feteira) e Senhora do Socorro (Salão) e a regata de aniversário do Clube Naval da Horta. A regata de São Pedro (Castelo branco) foi adiada.
TÍTULO IMPRESSO
«Portugueses são os que mais gastam em alimentação»
Expresso
COM O DEDO NA FERIDA
«Um festival, mais mar, do que a Semana do Mar, e em crescendo. Os organizadores que se preparem para o que vem aí, e a Semana do Mar que se cuide. Parabéns. Faz-me lembrar o início da Semana do Mar, em que os jogos de mar eram super interessantes, com iatistas à mistura.»
Paulo Gilberto Castro, sobre o Festival Maravilha, grupo Ilha do Faial, Facebook
Crónica faialense
FALECIMENTO
Faleceu, hoje, 22 de julho de 2025, José Linhares Cruz (Mestre Baitinhas), nascido a 19 de março de 1935. O corpo do “Mestre Baitinhas”, como era conhecido, vai a sepultar amanhã, no cemitério do Carmo, na Horta, após missa de corpo presente, às 10 horas, na igreja de Nossa Senhora das Angústias.
Com 90 anos de idade, José Linhares da Cruz termina a sua vida de pescador. Foi uma figura típica da nossa terra, que pode ser recordada através de dois interessantes vídeos [vídeo 1 + vídeo 2] de António Faria em que o “Mestre Baitinhas” foi protagonista.
CÉU LIMPO
O dia está genuinamente de verão; ou melhor, genuinamente de julho! No Grupo Aeroporto da Horta, no Facebook, o amante da meteorologia Luís Serpa, destacou isso mesmo, em termos técnicos: METAR: LPHR 220800Z 34004KT CAVOK 20/16 Q1025.
Interrogado sobre o que significa este código, respondeu: céu limpo, completamente sem nuvens abaixo de 5000 pés e visibilidade com mais de 10 quilómetros.
” Tá mal “

O autor deste portal lembra-se da festa que foi a inauguração do Centro de Marcha e Corrida no Parque Vitorino Nemésio, na Alagoa. O futuro ia ser risonho com este contributo para convencer a população de que é preciso fazer atividade física, disse-se na altura. Afinal, o que é que se passa? As pessoas não se convenceram de que têm que se mexer ou a criação deste “centro” foi mais uma daquelas inaugurações para tentar angariar votos? Pelo menos havia de se conservar o edifício, com a ferrugem à mostra, ou destiná-lo a alguma coisa útil… | fotografia de Souto Gonçalves

Edifício Internacional, na cidade da Horta | fotografia de Helder Silva, publicada no Facebook na quinta-feira, 17 de julho de 2025
IN Q UIETAÇÃO
Mais do que uma inquietação, é uma sensação de fastio que provoca a falta de imaginação da classe política local, sobretudo agora que se aproximam eleições.
Os temas são os mesmos, as acusações mútuas repetem-se, e andamos nisto!
Agora, foi o PS a cair em cima do PSD por não abrir o bico por causa de quatro cancelamentos da SATA num só dia desta semana, quando, anteriormente, fazia um escarcéu sempre que a companhia aérea falhava.
É verdade que, agora no poder, os sociais-democratas faialenses estão convenientemente comedidos no que toca a protestos sempre que o Governo possa estar em causa. É uma atitude desonesta, mas não é inesperada, demonstrando que os interesses partidários se sobrepõem, sempre, ao interesse geral da população.
No entanto, os socialistas são os últimos a poderem falar, se é que não deviam era mesmo estar bem caladinhos!
O PS do Faial submeteu-se ao pulso férreo de Carlos César durante as famosas mais de duas décadas de poder “rosa” nos Açores, sendo completamente incapaz de esboçar um mínimo e claro protesto quando o Faial foi, bastas vezes, esquecido, por exemplo, no que toca às acessibilidades aéreas.
Portanto, a crítica ao PSD neste campo soa a falso.
LÍNGUA DE TRAPOS
Ultimamente tornou-se comum ler, e ouvir, frases como a seguinte: escolhe a opção “que” mais te identificas; ou, diz quem é a pessoa “que” mais gostas.
Correto será escrever, ou dizer: escolhe a opção “com que” mais te identificas; ou, diz quem é a pessoa “de que” mais gostas.
LEMBRANÇA
O jornalista Victor Pereira indagou o autor deste portal sobre a veracidade da estória segundo a qual o jornal A Bola foi «pensado» na Horta. Ato contínuo o pensamento dirigiu-se para o jornalista Luís Rosa, que, certamente, faria incidir alguma luz sobre o assunto. Não foi debalde. Eis o resultado:
Tem foros de lenda, como acontece nos meios pequenos em que as estórias passam de geração em geração, sempre com alguns acrescentos, a ideia de que o jornal A Bola terá sido gizado no Faial, concretamente na redação d’A Horta Desportiva.
Sempre ouvi essa «teoria» e sempre duvidei dela, pois, por exemplo, desde 1919 existia em Lisboa o jornal Os Sports, publicado até 1945, ano em que surgiu A Bola, título que já existia, pertença do Diário de Lisboa que o cedeu à nova empresa.
Nos anos trinta viveram no Faial muitos deportados, contrários ao regime ou não tendo caído nas graças do mesmo, gente com habilitações várias, incluindo militares, e espírito de iniciativa onde se incluíam o desporto e o jornalismo.
A Horta Desportiva era, como o desporto, um ponto de encontro e pode ter sido desse convívio com forasteiros que, anos mais tarde, alguém tenha dito que A Bola foi idealizada no Faial e…pegou… sem provas nem contestação, talvez porque quase dez anos antes Vicente de Melo, um dos fundadores, vivera no Faial.
Em 2004, a propósito de uma entrevista à Renascença de João Quaresma, desde sempre ligado A Horta Desportiva, o já então retirado jornalista Álvaro Braga, deu uma achega sobre o assunto (anexo).
Como relata, a ideia de um novo jornal desportivo foi de Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis, «idealistas» sem dinheiro, parte de que tratou o Dr. Vicente de Melo que se juntou ao projeto.
Querendo ser simpático, Álvaro Braga termina sua crónica com um lapso de fácil identificação. Quando esteve no Faial (1936, 1937) Vicente de Melo não podia ter falado da contribuição dada para a criação d’A Bola, fundado em janeiro de 1945.
Quanto ao resto, bate certo: O funeral referido foi em setembro de 1943 e o ano seguinte foi para tratar do dinheiro e da papelada e ultrapassar as burocracias resultantes de Cândido de Oliveira ter estado no Tarrafal por ser pró-britânico e Ribeiro dos Reis ser militar.

A Bola, 13 de dezembro de 2004


COMENTAR