RESUMO DA EDIÇÃO
— Avenida escurecida.
— Revista da imprensa local: mais uva na próxima colheita.
— Falecimento do “barman” Fernando Santos.
— Inquietação: «Não me admirava nada que certos lóbis tentassem fazer crer que é insustentável manter os voos diretos entre a capital e o Faial.»
Parte da Avenida Marginal sem iluminação põe em causa segurança e saúde pública

Avenida Marginal: «Circula-se no escuro, com presença de baratas, ratos e ausência de visibilidade» | fotografia com direitos reservados
O estado de degradação de edifícios na cidade da Horta tem sido tema de discussão nos últimos tempos. Esse debate mostra-se, por vezes, extremado, como é cada vez mais próprio das redes sociais, infelizmente. Há quem defenda, pura e simplesmente, a penalização dos proprietários das ruínas ou dos prédios que caminham para essa situação; e há os que compreendem o outro lado da questão, lembrando que as casas chegam a tal ponto, não por negligência, mas, por incapacidade financeira para realizar obras.
De qualquer maneira, o assunto merece uma abordagem que não se fique, somente, por palavras, pois, em boa verdade, os edifícios que estão a cair, ou em vias disso, são uma mancha negra numa cidade que sempre foi considerada airosa e limpa.
Insere-se neste assunto um caso que uma cidadã expôs a soutoemlinha e que o autor deste portal considera que deve ser destacado.
Sem mais delongas, aqui fica explicado, pela mão da cidadã em causa, o que se passa:
«Quero chamar a atenção para uma situação preocupante que se arrasta há já algum tempo num troço da Avenida Marginal, entre os apartamentos do Queijeiro e a Padaria. Desde que foi colocada uma fachada a tapar as casas degradadas nessa zona, a iluminação pública foi desligada, deixando o local completamente às escuras. Ao contrário do resto da avenida, esse troço está abandonado no que diz respeito à luz, criando condições perigosas para quem ali passa. Circula-se no escuro, com presença de baratas, ratos e ausência de visibilidade. Já ocorreram quedas, incluindo de turistas alojados nos apartamentos próximos. É uma situação indigna e insegura para todos os residentes, trabalhadores e transeuntes. Apesar das tentativas de contacto com as entidades competentes, até ao momento não houve qualquer resposta. Por isso, peço a sua ajuda para dar visibilidade pública a este problema, na esperança de que algo seja finalmente feito.»
Enquanto isto, o cidadão António Rosa tem, recorrentemente, levantado, no Facebook, este problema, no que diz respeito à insalubridade do local, consequência de uma notória e frequente presença de ratos, que chegam quase a passear-se na presença dos transeuntes.
O “outdoor” colocado a tapar as ruínas é um mal menor, pois, esconde um edifício completamente esfacelado e abandonado, na tentativa de minimizar o seu impacto visual negativo. Porém, o problema de fundo persiste e, mais do que uma questão estética, o que está em causa é a saúde pública e, já agora, a dignidade da nossa cidade, ferida na face, tal a centralidade do lugar onde ocorre o problema aqui levantado.
REVISTA DA IMPRENSA LOCAL
Estamos em fim de semana, altura para seguir as edições dos jornais semanários do Faial e do Pico.
O Ilha Maior destaca que a «produção de uva pode crescer 250 por cento» e avança que os viticultores estão «otimistas para a próxima vindima».
O jornal noticia também que a Aldeia da Fonte, grande empreendimento turístico das Lajes do Pico, foi vendida a um grupo de São Miguel.
O Jornal do Pico põe em relevo o título «orla costeira do Cais do Pico: adjudicação no próximo mês».
O título principal da edição diz que há uma “corrida contra o tempo para evitar cortes», referindo-se aos trabalhos do novo furo para captação de água que arrancam na próxima segunda-feira em São Roque.
O semanário o Dever fala da recuperação do bote baleeiro Nossa Senhora de Fátima, que «devolve alma e história ao mar do Pico».
As bodas de prata sacerdotais do padre Marco Martinho fazem a manchete do jornal.
O Tribuna das Ilhas diz que a »Região não cumpriu o prazo estipulado para o pagamento da contrapartida financeira» à Atlânticoline, citando uma auditoria do Tribunal de Contas.
No centro da 1.ª página o Tribuna fala do programa Diabetes em Movimento: «I Encontro Regional no Faial reuniu cerca de 50 utentes».
Título impresso
«Famílias endividam-se para pagar renda e supermercado.»
Jornal de Notícias
Com o dedo na ferida
«Cobram couro e cabelo a quem quer ir ao Faial no verão para estar com a família e não é residente. Um voo na Ryanair, outro na SATA Air Açores e duas noites na Terceira vão ficar mais em conta do que um voo na Azores Airlines.»
Vera Lígia Dutra Alemão, Facebook
CRÓNICA FAIALENSE
FALECIMENTO
Faleceu hoje, sábado, 19 de julho de 2025, Fernando Manuel da Costa Santos, nascido a 30 de outubro de 1958. Vai a sepultar no cemitério do Carmo, após missa de corpo presente na igreja de Nossa Senhora das Angústias, às 9 horas de amanhã.
O Fernando Santos foi um dos mais importantes “barman” do Faial, dedicando a esta atividade profissional grande parte da sua vida. Muito bem formado, era impecável no serviço, distinguindo-se pela sobriedade, competência e bem-fazer. De palavras escassas, “falava”, sobretudo, através do seu “low profile” e da delicadeza que punha no exercício da função. Constitui uma referência no campo da hotelaria e restauração.
Foi docente da Escola Profissional da ilha de São Jorge.
A pesca era um “hobby” de que deu conta nas redes sociais, sempre sem alarde, à semelhança, aliás, da sua atitude na vida, agora precocemente ceifada.
AMANHÃ
Amanhã, domingo, 20 de julho de 2025, realizam-se diversos eventos no Faial.
O Festival Maravilha prossegue.
O Clube Naval da Horta (CNH) organiza a Regata de Verão de vela ligeira.
O Império da Rua da Conceição tem o seu dia maior.
Em Pedro Miguel há a “Festa dos Amigos”, com diversas atividades.
Na Ribeira Funda os “motards” promovem um almoço de leitão grelhado, para depois seguirem até à festa de Pedro Miguel.
Celebra-se a festa de Santo António, nos Espalhafatos.
Na Casa do Povo da Praia do Norte decorre um convívio de receção aos emigrantes.
Aqui ao lado, no Pico, continuam as festas da Madalena e nas Lajes decorre a iniciativa «Música no Forte».
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INQUIETAÇÃO




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