Fotografia ilustrativa com direitos reservados
Hoje, sábado, 15 de fevereiro de 2025, faz 39 anos do temporal de 1986, que aconteceu também num sábado, véspera da 2.ª volta das Eleições Presidenciais que deram a vitória a Mário Soares sobre Freitas do Amaral.
Em dia de reflexão eleitoral, os faialenses tiveram outra preocupação, que foi enfrentar o inesperado temporal que, sem avisos meteorológicos, assolou o arquipélago, nomeada e fortemente, a ilha do Faial.
Para além de prejuízos de vária ordem, o carismático ajudante de Comando da Associação Faialense de Bombeiros Voluntários, João Neves Porto, em plena ação de socorro, partiu uma perna.
Duas ocorrências ajudam a perpetuar o ciclone na memória e na história: a queda da araucária do Largo do Duque de Ávila e Bolama e uma fotografia que José Henrique Azevedo “Peter” tirou do rebentamento das ondas no Monte da Guia, na qual mais tarde foi descoberta uma silhueta a que foi dado o nome de Neptuno.
Uma notícia da agência Lusa, por ocasião da passagem do 25.º ano da tempestade, refere «rajadas de vento na ordem dos 250 quilómetros por hora [na Wikipédia, 260 km/h] e ondas entre os 15 e os 20 metros [60 metros na Wikipédia]».
Citando o “Peter”, a Lusa escreveu que “foi o maior temporal de que há memória nos Açores”. José Henrique Azevedo lembrou que “o dia até não começou mal”, mas, “as condições climatéricas foram-se agravando e, entre o meio-dia e as quatro da tarde, o vento atingiu os 250 km por hora”.
Entrevistado por esta agência noticiosa, o “Peter” recordou que o registo da rajada máxima não foi fácil de confirmar, porque, na altura, os aparelhos do Observatório Meteorológico Príncipe Alberto de Mónaco não conseguiam registar ventos superiores a 150 quilómetros por hora.
História de furacões nos Açores
1893 ficou conhecido como o “ano do ciclone”, quando aconteceu uma das maiores tempestades de que há memória nos Açores, afetando o Grupo Central.
Ainda antes de terminar o século XIX, em 1899, novo temporal passou pelo arquipélago, sacrificando de novo o Grupo Central.
Em 1946 o mau tempo voltou com carácter de muita intensidade no Grupo Central.
Em 1952 as costas sul e sudoeste das ilhas sofreram com um ciclone que, no Faial, foi inclemente na Feteira, destruindo habitações, e na cidade da Horta, onde o mar “passeou” pela rua principal.
No dia 15 de fevereiro de 1986 aconteceu o temporal acima referido.
Em 1995 foi a vez do Tanya, que no Faial levou telhados à sua frente.
Na Wikipédia há alusões a 2006 na lista de tempestades que afetaram os Açores com a inserção dos furacões Gordon e Helene.
Em 2012 outra vez (a primeira foi em 2006) um furacão denominado Gordon e a tempestade Nadine, que passou duas vezes, entraram no rol de eventos meteorológicos extremos que “visitaram” as ilhas açorianas.
2016 foi o ano do furacão Alex.
2017 o ano do Ophelia.
Em 2018 a denominação Helene (de novo, tal como em 2006) foi dada a uma tempestade tropical que passou pelos Açores.
A 2 de outubro de 2019 o furacão Lorenzo atingiu os Açores com vento fortíssimo cuja maior velocidade atingiu 145 km/h na ilha do Faial. As ondas do mar chegaram a 15 metros de altura.
Em 2022 foi a vez do Gaston.
Em 2024 o Hipolito.


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