Pico: bonito, como sempre, embora com cara de poucos amigos, anunciando a intempérie que vem a caminho | fotografia de Carlos Sousa, captada hoje ao início da manhã
Primeira semana completa de 2025 traz chuvadas e ventania
Estamos no inverno! Não vale a pena cramar. Bom tempo nesta altura seria bem-vindo, mas, todos sabemos que sol na eira e chuva no nabal só por sorte. Aceitemos os humores da Natureza e esperemos por melhores dias, que não serão os próximos, de certeza.
José António Martins Goulart, a quem recorremos, frequentemente, para prestar informações fidedignas sobre a previsão do tempo, dados o rigor e a simplicidade das suas publicações no Facebook sobre o assunto, antevê uma semana tempestuosa.
Escreveu o Professor que vem a caminho «precipitação, por vezes forte, já no final da segunda-feira, com vento muito fresco a forte de sudoeste (rajada máxima: 85 km/h no Grupo Ocidental e 75 km/h no Grupo Central) e mar grosso a alteroso de oeste (Grupo Ocidental: 6 metros e Grupo Central: 5 metros)». E adianta que na terça-feira haverá «um agravamento do estado do tempo em todos os Grupos, caracterizado por vento muito fresco a forte (rajada máxima: 95 km/h), períodos de precipitação forte e mar grosso a alteroso de oeste, com ondas que poderão atingir os 7 metros de altura significativa».
«Um gradual desagravamento tenderá a ocorrer a partir do final da tarde de terça-feira, com expressão estável durante a quarta-feira, não se esperando que então ocorra precipitação assinalável», especifica Martins Goulart.
Na quinta-feira, a precipitação estará de regresso, pormenoriza o analista do tempo, prevendo «o aumento da intensidade do vento»: na sexta-feira, como no sábado, serão «replicadas as condições meteorológicas acima descritas para a terça-feira, com a diferença de que o vento soprará forte» e a chuva «poderá ser pontualmente mais intensa».
«Felizmente, a temperatura atmosférica será quase primaveril, pois deverá oscilar entre os 17º C (mínima) e 19º (máxima)», conclui José António Martins Goulart.
Todo este quadro meteorológico deve-se a «uma depressão muito cavada localizada no Atlântico Norte, com pressão central mínima estimada de 984 hPa, que, na terça-feira, se encontrará localizada a noroeste do Arquipélago e à qual está associado um sistema frontal com ondulações», explica a fonte citada, acrescentando que «na terça-feira, o núcleo da referida depressão, ainda em estado de cavamento (pressão central mínima estimada: 979 hPa), estará localizado a norte do Arquipélago, e a passagem do sistema frontal provocará um agravamento do estado do tempo».
«A aproximação de uma segunda depressão, igualmente cavada e com trajectória semelhante à da anterior, voltará a agravar o estado do tempo a partir da próxima quinta-feira», conforme mencionado.
José Manuel Souto Gonçalves

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