Ilha Terceira está há dois anos e meio a sofrer uma crise sísmica | imagem do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
Foram breves segundos: o sismo e a pausa nas palavras. O momento ficou registado em vídeo
A crise sísmica em curso na ilha Terceira, que dura desde junho de 2022, e a quadra do Natal, que se está a viver presentemente, fazem a memória recuar 44 anos, ao primeiro dia de janeiro de 1980, quando um violentíssimo sismo arrasou aquela ilha, com graves consequências também em São Jorge e na Graciosa.
Neste dia de Natal de 2024, entre as 12h19 e as 13h38, ou seja, em menos de 1 hora e 20 minutos, foram registados na ilha Terceira cerca de dezena e meia de sismos, dos quais cinco sentidos pela população. Destes, três atingiram a intensidade III/IV da Escala de Mercalli Modificada. A magnitude variou bastante (a máxima foi de 3,6 da Escala de Richter).
Como se sabe, a intensidade dos abalos de terra baseia-se nos efeitos no terreno, nomeadamente, a sensação de quem os sentiu, enquanto a magnitude mede a energia libertada no epicentro.
As manifestações sísmicas da manhã de hoje, à volta do vulcão de Santa Bárbara, causaram, naturalmente, algum alarido nos residentes das localidades próximas.
Quando se deu um dos abalos referidos decorria uma missa no Santuário da Serreta, freguesia da ilha Terceira com o mesmo nome, o que levou o sacerdote celebrante, que proclamava o Evangelho naquele momento, a fazer uma pausa notória.
O ofício religioso estava a ser filmado e é possível observar o efeito do sismo, nomeadamente numa árvore de Natal, que abanou ligeiramente.
José Manuel Souto Gonçalves

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