Comandante do navio de transporte de combustível São Jorge informou a Portos dos Açores sobre acidente com um cabeço de amarração | fotografia de Souto Gonçalves
A notícia sobre o cabeço de amarração partido na doca da Horta durante uma operação do navio de transporte de combustível São Jorge, que soutoemlinha publicou no dia 29 de novembro, provocou uma onda de reações nas redes sociais, nomeadamente de pessoas ligadas à atividade portuária, uma das quais questionou, por mensagem privada, o rigor das informações sobre o acidente.
Com o intuito de evitar qualquer tipo de desinformação sobre um assunto tão delicado quanto este, soutoemlinha pediu à Portos dos Açores (PA), empresa responsável pela gestão das infraestruturas portuárias no arquipélago, que esclarecesse as circunstância do sucedido.
Na resposta hoje recebida há um aspecto que contraria, objetivamente, o texto da notícia. O portal soutoemlinha citou o jornal Ilha Maior segundo o qual o cabeço em causa tinha capacidade para suportar 21 toneladas. A PA diz que a capacidade do cabeço de amarração era de 30 toneladas.
No texto recebido da PA também se lê que o cabeço número 15 foi avaliado em março do corrente ano «com as tecnologias mais recentes no mercado, no que diz respeito à análise de cabeços de amarração, tendo sido certificado como em “boas condições” para a sua carga nominal».
Esta parte da resposta da PA pode ser interpretada como um esclarecimento sobre a parte da notícia do Ilha Maior, que soutoemlinha citou, de acordo com a qual o cabeço de amarração apresentava «sinais de deterioração».
A notícia também afirma, baseada no Ilha Maior, que o caso que ocorreu «evidencia que a estrutura em terra estava mais fragilizada do que as restantes», referindo-se à alegada falta de capacidade do cabeço de amarração para suportar a pressão exercida pelos cabos do navio, o que é contrariado pelo esclarecimento da PA, já mencionado, quando fala em 30 toneladas, contra as 21 noticiadas.
Esclarecimento da Portos dos Açores (na íntegra):
No dia 25 de novembro, fomos informados pelo comandante do navio, que estava a operar, de que tinha rebentado um dos cabeços do porto comercial da Horta. Tratou-se do cabeço n.º 15, com capacidade de 30 T SWL.
Desde o primeiro momento, a Portos dos Açores iniciou uma análise de modo a averiguar o que despoletou aquela situação, sendo que o cabeço em causa tinha sido avaliado em março de 2024 com as tecnologias mais recentes no mercado, no que diz respeito à análise de cabeços de amarração, tendo sido certificado como em “boas condições” para a sua carga nominal.
Consciente da importância das suas infraestruturas, a Portos dos Açores investe de modo a salvaguardar a segurança de todos, tendo, no caso dos cabeços de amarração em concreto, sido a primeira empresa a nível nacional a recorrer à tecnologia da BollardScan, empresa internacional dedicada à inspeção de cabeços.
A Portos dos Açores reafirma o seu compromisso com a segurança e a fiabilidade das infraestruturas portuárias e mantém o foco em promover práticas seguras nas operações realizadas nos seus portos. Lamentamos o sucedido e reforçamos que serão adotadas medidas de sensibilização e prevenção junto dos utilizadores, para evitar situações semelhantes no futuro. ✓


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