Terminou o mês de agosto, o mês da época turística alta por excelência, em que o Faial teve os seus dias mais movimentados do ano. A cidade ganhou muita vida e à volta da ilha a presença de forasteiros foi constante. O comércio e os serviços, em vários sectores, animaram-se. Quem está ligado ao turismo exclamará, como eu: tal pena o ano não ter três ou quatro meses assim!

Como em tudo, no entanto, há o reverso da medalha e nós, os residentes, perdemos alguma tranquilidade, um bem a que nos habituámos, que é precioso, no entanto, também é um atrativo para quem escolhe a nossa terra para fazer férias ou vir de visita.

Não quero, agora, entrar na discussão sobre turismo de massas versus turismo de qualidade, apesar de ser muito importante refletir, cada vez mais, sobre este tema, para não matarmos a galinha dos ovos de ouro.

O meu Alojamento Local situa-se nas proximidades do Aeroporto e pela minha casa, à beira do caminho, passa a larga maioria dos carros que se dirigem à aerogare. Na promoção do meu negócio, previno os turistas dessa circunstância, pois, não vendo gato por lebre.

Acresce que o estado lastimável a que está a chegar o piso da estrada, faz aumentar, em muito, o ruído provocado pelo tráfego automóvel.

Se, no primeiro caso, não há nada a fazer (a não ser melhorar a insonorização dos quartos), uma vez que não é possível fazer um Aeroporto noutro local (até crescer uns metros da pista parece ser uma coisa de outro mundo!), já relativamente à (re)asfaltagem da via de comunicação não se pode dizer o mesmo. Aguardo, impaciente, que essa obra se concretize.

Aproveitei este escrito para falar destas coisas, no entanto, a principal razão destas linhas relaciona-se com algumas conversas que tenho tido com pessoas da minha vizinhança, nomeadamente, entre o Extremo e o Aeroporto.

Estes moradores (e quem se aloja nos estabelecimentos turísticos desta zona) têm sido fustigados, desde há bastante tempo, por uma desenfreada circulação de viaturas, especialmente motociclos, que, não olhando a horas e muito menos ao bem-estar das pessoas, resolvem dar azo, em plena Estrada Regional, às suas ilusões de condutores em competição!

Para além de acelerações escabrosas, os escapes destes veículos são um “divertimento” estrepitoso, que fere, até altas horas da noite, a merecida tranquilidade de quem deseja e precisa descansar.

Eu sei que a Polícia não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas, se calhar, poderia haver uma gestão diferente da presença da autoridade nos caminhos, como meio dissuasor, ou aplicando multas justas a quem se porta da maneira que acabo de descrever.

Fica o alerta e a insatisfação. ✓

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