47.ª SEMANA DO MAR. Desporto, cultura e diversão para todos os gostos

O Festival Náutico, apresentado como o maior do país, prosseguiu em grande atividade, destacando-se as provas de vela, nomeadamente na disciplina de vela ligeira, com a disputa do Troféu Cidade da Horta, no qual, uma vez mais, se evidenciou a aproximação e cumplicidade da juventude com o mar tão imenso e tão próximo de nós.

Foi encerrada a linha de chegada da 35.ª Atlantis Cup – Regata da Autonomia, a maior prova de vela de cruzeiro de Portugal, que tem o patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, cujo presidente, Luís Garcia, na cerimónia de entrega de prémios, disse que esta prova é o símbolo da Autonomia dos Açores.

Um dos atrativos principais da Semana do Mar e do Festival Náutico é o passeio em bote baleeiro. A carga histórica que comporta; a sua reutilização com fins desportivos e turísticos e a sensação de aventura que proporciona, tornam esta experiência um momento singular.

As Filarmónicas União Faialense e Lira Feteirense levaram ao Palco Filarmonia os sempre apreciados sons das populares bandas musicais, um elemento constante da Semana do Mar, que atribui à festa uma genuinidade que ninguém dispensa; ou seja, sem as filarmónicas, as maiores festas do Faial não seriam a mesma coisa…

O Grupo Folclórico do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) da Santa Casa da Misericórdia da Horta, o Grupo de Chamarritas Amigos das Angústias, e o Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo Branco levaram a terreio o folclore faialense e, de forma especial, o baile da chamarrita, que readquiriu a força de antigamente, sendo hoje, provavelmente, o maior pretexto para encontros e convívios nas festas que ocorrem por todo o lado.

O grupo local de rock Carbono 14 foi o responsável por um género musical com lugar cativo no programa, afirmando a importância da participação na Semana do Mar de gente do Faial.

No palco principal o tributo a Ivete Sangalo encheu, de novo, aquele excelente recinto, que parece vocacionado para grandes espetáculos. Será muito difícil, no futuro, justificar o abandono deste espaço, para voltar com as grandes noites de música à Avenida ou à Marina.

Ainda recentemente, numa entrevista a soutoemlinha, o windsurfista Belchior Neves lamentava o declínio do windsurf nos Açores. A modalidade, no entanto, marca presença na Semana do Mar, com batismo para potenciais praticantes.

É uma regata emblemática. Não há Semana do Mar sem que os “solitários” se façam ao Canal para embelezar o cenário magnífico que tem as ilhas do Faial e do Pico impressas.

Os mini veleiros são a prova do cariz multifacetado das atividades náuticas da Horta e da Semana do Mar em particular.

Os pescadores desportivos têm a sua quota parte na Semana do Mar e também, naturalmente, a quota de pescado que conseguem alcançar na competição de corrico.

Os grupos de dança, que emergem dos ginásios de manutenção física, têm apostado na criatividade artística e proporcionam uma opção cultural diversificada e interessante. É o caso do espetáculo Matrix, do Go Gym.

Os anos (que já á vão) 90 continuam a despertar emoções. Não faltam fãs, diz a imagem. ✓

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