Praça da República serviu de sala de cinema | fotografia de Helder Silva
Junta de Freguesia da Matriz insiste na aposta em atividades culturais


Ao fim da tarde de sexta-feira, 26 de julho de 2024, quando a cidade se movimentava, como é habitual no verão, para os lados do Largo Infante, Marina e Peter Café Sport, a Praça da República dava também sinais de animação.
Era a montagem dos equipamentos para uma sessão da «Festa de Cinema ao Ar Livre», uma iniciativa em que a Junta de Freguesia da Matriz insiste, nas suas louváveis e plausíveis aposta e investimento na cultura.
Há poucos dias aconteceu um evento do género no Bairro da Boavista, aquando das Festas de São Pedro, agora foi numa das mais belas praças da cidade da Horta, repetindo o que ocorreu em anos anteriores.
Livros, música e cinema têm desmentido, na Matriz, ao longo dos anos, a “ideia feita” de que os políticos não se importam com a cultura, porque acham que isso não se transforma em votos.
É curioso, no entanto, que esta opção política venha “de baixo para cima”, ou seja, de uma autarquia de freguesia, que é o poder menos valorizado, quando se compara com uma Câmara, um Ministério, ou um Governo, por exemplo. Todavia, este poder é o mais eficaz no que toca a perceber e corresponder ao anseio das populações. A prova está à vista!
Contrariando a ordem natural das coisas, nomeadamente a voragem do tempo, aparece, sempre jovial, alegre e dinâmico, o cidadão Laurénio Tavares, que teima em ignorar os anos que, tudo o indica, nada lhe pesam sobre os ombros.
Lá estava ele ontem, como presidente da Junta de Freguesia da Matriz, em rodopio, sorrindo, cumprimentando os seus fregueses e orientando as coisas.
Perante tal reiterado e inesgotável empenhamento, até a atmosfera se rendeu, proporcionando uma agradabilíssima noite de estio. ✓

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