Água do mar poderá atingir 25/26 graus

Apesar dos chuviscos que têm ocorrido nos últimos dias, o tempo está bastante quente e húmido, ao ponto de animar a atividade comercial de algumas empresas que instalam sistemas de ar condicionado.

A adesão a esta comodidade é notória entre nós (basta olhar para os equipamentos pendurados nas paredes dos edifícios, muitas vezes inesteticamente), ao contrário do passado, quando este privilégio era exclusivo dos luso-americanos e luso-canadianos, que, nas suas visitas à terra natal, se referiam ao “ar condeixa” como condição “sine qua non” do bem-estar de que passavam a usufruir após a emigração.

Estamos em plena época balnear e, por muitas que sejam as condições de conforto a que se tenha a acesso, há quem não dispense um banho de mar, até porque a temperatura da água está muito convidativa (23 graus).

Na Internet surgiu informação que apontava para valores extraordinariamente altos da temperatura da água do mar à superfície, da ordem dos 27/28 graus, nos próximos dias.

Perante tal notícia, que levou a algum alarmismo, pois relacionava o fenómeno com a época dos furacões, soutoemlinha consultou, como é habitual, José António Martins Goulart, cuja abordagem a estes assuntos se tem revelado da maior credibilidade.

Martins Goulart já tinha chamado a atenção para o facto de a temperatura máxima dever atingir os 26º C (sensação térmica de 28º C) entre 17 a 22 de julho.

Quanto à parte que «geralmente não é relevada nas previsões meteorológicas» e que «tem a ver com a temperatura da superfície da água do mar (SST — sea surface temperature — que é a sigla comummente utilizada pelos oceanógrafos), Martins Goulart diz que «à superfície da água do mar» se deverão registar 25/26 graus centígrados nos dias que se aproximam, embora ressalve que existem modelos de previsão a indicar um «resultado inverso», da ordem de 22,3º C.

Baseado na previsão do NHC (National Hurricane Center) para os próximos sete dias, Martins Goulart assegura que, ao contrário do que se tem observado em certas publicações da Internet, não há atividade ciclónica tropical na zona do arquipélago dos Açores. ✓

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