José Manuel Bolieiro na frente-mar da Horta | fotografia da Rádio Antena Nove
A cerimónia de inauguração de parte da Requalificação Urbana da Frente Mar da Cidade da Horta decorreu nesta terça-feira, 2 de julho de 2024, com o brilho que o empreendimento justifica, a que se juntaram um final de tarde e um princípio de noite agradabilíssimos, por generosidade meteorológica, preenchidos por um programa festivo ao gosto popular.
O presidente do Governo que “deu” um milhão de euros para a frente-mar, colmatando uma lacuna deixada pelo seu antecessor, marcou presença e disse uma frase, aparentemente circunstancial, que, porém, não deve ser deixada passar despercebida.
Exaltando a História da cidade e perspetivando o seu futuro, José Manuel Cabral Bolieiro Dias sentenciou: «A Horta é a capital europeia do atlantismo».
Os faialenses e hortenses, penhorados, orgulham-se de mais este epíteto, acrescentado ao de cidade mais ocidental da Horta; ou, ao de capital do iatismo; ou, ainda, se quisermos lembrar a Literatura, ao de uma Horta de que se gosta como de nêsperas (Vitorino Nemésio); ou, ao de maior cidade pequena do Mundo (Pedro da Silveira).
Só foi pena que no seu improviso o presidente do Governo não tivesse dito em que ponto está o projeto de Reordenamento do Porto da Horta, pois, «a capital europeia do atlantismo» merece, no mínimo, saber o que se passa, perante uma ausência total de informação, com a infraestrutura que é a razão de ser desse atlantismo.
Talvez foi um esquecimento, que não aconteceria se José Manuel Boleiro há poucos dias tivesse passado pela Avenida e presenciado a baía da capital do iatismo a abarrotar de veleiros sem lugar para atracagem. ✓

COMENTAR