O bom tempo exalta a beleza da paisagem nos meses da primavera e do verão: Varadouro, Faial | fotografia de Cláudia Ávila Gomes, 2024
Hoje, dia 1 de julho, inicia-se a segunda metade do ano
As alterações climáticas estão na ordem do dia. Não raramente, escutamos os mais velhos dizerem que no seu tempo não era assim, referindo-se às condições atmosféricas. A ideia mais generalizada que por aí circula é a de que, antigamente, no inverno fazia mesmo inverno e no verão fazia mesmo verão, ou seja, o clima era mais certo.
Agora, parece que já não é bem assim… Seja como for, o estado do tempo continua a ser determinante na nossa vida, seja por razões de natureza física, como também psicologicamente.
Um dia como este primeiro de julho de 2024 abre-nos o sorriso, alegra-nos a alma e a vida parece mais fácil, apesar de todos os contratempos de que não nos podemos livrar.
O mês de julho era, no passado, o mês mais seguro do verão. Dizia-se que quem quisesse subir o Pico e desfrutar de toda a espetacularidade que isso proporciona, nomeadamente o nascer do sol e a contemplação de cinco das nove ilhas dos Açores, teria que fazê-lo em julho, pois, com a chegada de agosto, também no seu primeiro dia, chegaria o inverno: o primeiro dia de agosto é o primeiro dia do inverno, diz a voz do povo.
Ora estas deambulações escritas servem para apresentar, com a devida vénia, um texto do jornalista Santos Narciso, publicado no Facebook e redigido a propósito do início do mês de julho, quando se entra na segunda metade do ano:
O ano tinha dez meses… E por isso ainda hoje Dezembro… último mês, quer dizer dez, como Novembro é nove, Outubro é oito e Setembro é sete….
Os primeiros meses – o ano começava em Março – eram dedicados a Deuses Romanos… Mas no sétimo mês nasceu o grande Imperador Július César… E em sua honra o sétimo mês toma o seu nome (mês de Julho)… Mas vem a seguir César Augusto, o maior de todos os Imperadores romanos e para não lhe ficar atrás nasce o mês de Augusto…. Agosto!
Era assim, ao sabor imperial que se modificava o calendário que foi, precisamente Juliano até ser Gregoriano, porque nisso como em muito mais tinha de haver uma colherada papal.
Coisas que me vieram à cabeça nesse abrir de portas de Julho… ✓

COMENTAR