O estado do tempo tem vindo a piorar ao longo das últimas décadas. Pelo menos é o que se pode concluir da observação do quadro já referido. Entre 1991 e 2020 foram nomeadas no oceano Atlântico, em média, 14,4 tempestades por ano; em 2024 deverão ocorrer 23. Quantos aos dias de tempestade, a média entre 1991 e 2020 foi de 69,4, contra a previsão de 115 no corrente ano, durante o qual deverão ocorrer 11 furacões, enquanto a média do período anterior mencionado não ultrapassou 7,2. A mesma disparidade verifica-se quanto ao número de dias em que os furacões fizeram sentir a sua influência: 45 contra 27. No que diz respeito a grandes furacões a diferença é de 5 para 3,2, o que, no que toca aos dias de atividade de tais fenómenos, corresponde à diferença de 13 para 7,4. Por fim, a energia acumulada neste campo entre 1991 e 2020 atingiu 123, enquanto está previsto que esse valor em 2024 suba para 210.

Martins Goulart especifica que em 2024 os furacões mais intensos poderão surgir com a velocidade de ventos sustentados entre 178 e 208 Km/h. e que a respetiva atividade «será de cerca de 170% superior à média das temporadas de 1991 a 2020», considerando que se trata de «um aumento muito significativo se tivermos em conta que o índice da atividade dos furacões em 2023 foi de cerca de 120% mais elevado do que a temporada média»

Os dados em referência dizem respeito à costa leste das Américas do Norte e Central.

Por fim, Martins Goulart ressalva que «se trata de uma previsão baseada numa modelação complexa que inclui muitas variáveis», o que implicará «actualizações desta previsão a 11 de junho, 9 de julho e 6 de agosto». ✓


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