Uma vida dedicada à música
José Alvernaz, executante de guitarra portuguesa e violão, foi um dos responsáveis pelo ressurgimento do fado no Faial

José Alvernaz [do lado direito da fotografia, com direitos reservados] acompanhou, como tocador, Amália Rodrigues, na ilha do Pico, no ano de 1994
Faleceu na quinta-feira, 18 de janeiro de 2024, aos 79 anos, José Gomes Alvernaz, peça-chave no ressurgimento do fado no Faial, que promoveu nas últimas quatro décadas, contribuindo para alargar a popularidade deste género musical nesta ilha e descobrir e incentivar novos intérpretes.
Com a guitarra portuguesa e o violão sempre a acompanhá-lo, José Alvernaz tornou-se numa figura familiar e destacada em quase todos os espetáculos, serões e atuações em que os amantes deste tipo de canção se reuniram.
Alto e fino, sereno e simpático, José Alvernaz primava por uma presença em que sobressaía o seu estilo de tocador apaixonado pela música, com um sorriso mudo, mas contagiante.
O contributo que deu ao fado teve o reconhecimento dos seus pares, tocadores e fadistas, numa homenagem realizada a 16 de outubro de 2021, no Teatro Faialense, em que também foi integrado o seu amigo e comparsa, Américo Leite, já falecido.
O ponto mais alto da sua extensa, profícua e luminosa carreira, sempre como amador, aconteceu no ano de 1994, acompanhando, enquanto executante, Amália Rodrigues, numa visita à ilha do Pico.
Pertencente a uma família dos Cedros, das mais numerosas do Faial, no seio da qual nasceu a 14 de dezembro de 1944, teve 15 irmãos (oito raparigas e sete rapazes). No ano de 1969 casou uma conterrânea do Salão, Maria Veneranda Pereira, emigrando de imediato para São José da Califórnia, onde viveu 11 anos.
Choram o seu passamento a mulher e os filhos Joe e Eddie, também eles ligados à música, bem como as irmãs Hélia Alvernaz e Raquel Vieira.
José Gomes Alvernaz, no regresso à terra, fixou-se no Salão, onde residiu até ontem. | x


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