Barcos elétricos são a opção certa
Presidente da Atlânticoline explica que o desenho dos novos “ferries” é semelhante aos atuais

Adaptação dos “ferries” da Atlânticoline aos mares açorianos está provada e servirá de modelo aos novos barcos elétricos| fotografia com direitos reservados
Francisco Bettencourt, presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline, valoriza a reação da opinião pública ao anúncio da construção de dois novos barcos movidos a energia elétrica, que está a gerar controvérsia, porque, diz, é uma oportunidade para esclarecer as dúvidas que têm sido levantadas.
Foi isso que procurou fazer numa entrevista à rádio ANTENA NOVE, reproduzida no rodapé deste artigo, embora tenha dito que, como gestor público, não se deva «sentar à janela» à espera que as coisas aconteçam: «Temos que tomar decisões».
Convicto de que a opção pelas energias verdes é irreversível, atitude que alicerça numa já longa experiência que adquiriu em funções que desempenhou, nomeadamente, na EDA e na Portos dos Açores, Francisco Bettencourt explicou que a decisão da Atlânticoline de aproveitar os fundos da União Europeia implica a descarbonização, mas, não foi por isso que a empresa optou pelos barcos elétricos, ou não foi apenas por essa razão.
O gestor afirmou que são infundados os receios sobre a inadaptabilidade dos navios em causa aos revoltos mares açorianos, explicando que a sua configuração se assemelha aos “ferries” ao serviço da Atlânticoline, cujas provas estão dadas.
Francisco Bettencourt falou, também, da autonomia dos novos navios, cuja capacidade será mais do que suficiente, salientando, ainda, o salto que será dado na oferta de melhores condições de transporte aos passageiros, incomparáveis com o que os “velhos” Cruzeiros têm capacidade para proporcionar.
Os barcos elétricos navegarão à velocidade de 16 nós, com possibilidade de atingir 18 nós, mais dois do que o Mestre Jaime Feijó e o Gilberto Mariano, e transportarão 250 passageiros e 9 viaturas cada um (a lotação do Mestre Jaime Feijó e do Gilberto Mariano é de 333 e 296 passageiros, além de 13 e 10 viaturas, respetivamente).
Os dois “ferries” ao serviço atualmente medem 39,4 metros, enquanto os novos terão 36,5 metros de comprimento, num compromisso obtido entre consumo e velocidade, conforme explicou Francisco Bettencourt.
ENTREVISTA AO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA ATLÂNTICOLINE, FRANCISCO BETTENCOURT ↓


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