Com o mar mais calmo a azáfama do Canal voltou
A última vez que o trânsito marítimo entre o Faial e o Pico não se realizou durante 24 horas foi há quase um ano e três meses

Navios Mestre Jaime Feijó, da Atlânticoline, e Cecília A, da Empresa Barcos do Pico, ao início da tarde de hoje | Fotografia de Martins Goulart
Quem conhece a história do Canal do Faial (Faial – Pico) sabe que são raríssimos os dias em que não há circulação entre as duas ilhas. No entanto, com 2024 mal começado, o dia 11 de janeiro já entrou para a estatística dos que não permitem viagem marítima entre as ilhas-irmãs, muito menos ligando São Jorge, que completa este Triângulo insular.
Com o Terminal Marítimo da Horta de pernas para o ar, em consequência da inundação de ontem, e o tempo ainda impertinente, as duas primeiras viagens da Atlânticoline nesta sexta-feira, 12 de janeiro de 2024, não se realizaram, decisão que já fora tomada ontem.
Foi um dos velhos Cruzeiros que abriu as hostilidades na manhã de hoje, realizando duas evacuações médicas para o Hospital da Horta, lembrando a heroicidade de outros tempos em que as vagas do Canal eram sujeitas pelos temerários Simão e Feijó (só para citar os que tiveram e têm nome na proa de um navio).
Esse Cruzeiro desfez a interrupção de 24 horas no vaivém entre a Horta e a Madalena, seguindo-se, às 14h15, o navio Mestre Jaime Feijó, da Atlânticoline, que cruzou a barra do Porto da Horta quase ao mesmo tempo do que o navio Cecília A, da Empresa Barcos do Pico, carregadora de mercadorias nesta zona do arquipélago.
A habitual viagem da tarde às Velas está programada, mas, a escala por São Roque será substituída pela Madalena, devido ao estado do mar no porto da vila do norte do Pico.
Tudo indica que a última viagem de hoje à Madalena terá início no horário, às 17h15.
O mar, que esteve levado da breca, não afetou os fundos da bacia norte do Porto da Horta, inspecionados, por mergulhadores, na manhã de hoje, permitindo, assim, a retoma da normal circulação, apesar de lá terem ido parar os restos de uma embarcação naufragada. A outra que lhe aconteceu o mesmo em consequência do temporal tinha sido trazida para terra ainda ontem de manhã.
A última vez que que as ligações marítimas no Canal e no Triângulo foram interrompidas por 24 horas foi a 19 de outubro de 2022. | x


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