Eugénio Leal exige divulgação do parecer técnico da Câmara sobre a frente-mar
«Não deram ouvidos» a quem fez reparos à obra

EUGÉNIO LEAL: «NÃO DERAM OUVIDOS» A QUEM CHAMOU A ATENÇÃO | FOTOGRAFIA COM DIREITOS RESERVADOS
O cronista da Rádio Azores High Eugénio Leal, que aborda, à quarta-feira, naquela estação, assuntos locais, abriu o texto de hoje, 10 de janeiro de 2024, com o tema da inundação do Canto Dona Joana, tecendo várias críticas à obra ali realizada.
O antigo presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga lembrou que «não deram ouvidos» aos reparos que muitos cidadãos foram fazendo perante a evidência de que a empreitada, da forma como estava a ser desenvolvida, não resultaria no que diz respeito à zona em causa.
Eugénio Leal, que foi deputado pelo Faial, eleito pelo PSD, e fez parte de Governos daquele Partido, disse que o aumento da cota do piso e a sua impermeabilização, bem como a inclinação que tomou, faziam prever o desfecho que se verificou recentemente, com as águas pluviais a aproximarem-se do topo dos pilaretes, com meio metro de altura, ali colocados.
PEDIDO DE RESPONSABILIDADES
Usando a ironia, para denunciar a desresponsabilização de quem desenhou o empreendimento [frente-mar], o cronista afirmou que «enquanto, pelo retângulo [leia-se Portugal continental], os engenheiros e arquitetos que elaboraram estes projetos já projetarão outros, por cá, os moradores e comerciantes limpam os espaços inundados e contabilizam prejuízos, sendo que alguns deles se viram obrigados a encerrar as portas ao público».
Eugénio Leal foi mais além, já de forma direta, e pediu responsabilidades locais, dizendo que «uma coisa é certa: o projeto foi aprovado em reunião de Câmara, pelo que, a bem da transparência, seria de todo o interesse saber qual o parecer dos respetivos serviços técnicos».
E, com o peso político de que goza, não desarmou, vincando a ironia: «Ficaremos a aguardar, esperando que não sejam atribuídas responsabilidades aos munícipes, uma vez que o projeto foi apresentado em todas as freguesias e esteve patente, durante algum tempo nas instalações do antigo Banco de Portugal».
A crónica radiofónica na Azores High ainda serviu para Eugénio Leal chamar a atenção para o facto de o problema do escoamento das águas fluviais ser evidente, lembrando que, onde mora (Rua Dr. Melo e Simas) não ser «preciso chover durante muito tempo para a água passar de lado a lado», acrescentando que «noutras ruas acontece exatamente o mesmo».
O remate deste olher crítico ficou na ideia, seguindo a qual, logo no primeiro inverno tudo ter sido trazido à evidência.
Curiosamente, também nesta quarta-feira, na rubrica «Na Ribeira da Lombega», na Antena Nove, o empresário Humberto Goulart, abordando o mesmo assunto, terminou a sua intervenção com um registo jocoso, aludindo às obras que são inauguradas com bom tempo, mas que, na primeira chuvada, começam logo a meter água! | x


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