Foi anunciado que amanhã sai a última edição em papel do Incentivo, que passa a dispor, apenas, de edição eletrónica.

Pelo menos desde 1893, há 131 anos, com a fundação de O Telégrafo, que o Faial não passou sem um jornal diário.

A minha geração e a anterior testemunharam a publicação ininterrupta de dois diários nesta ilha: O Telégrafo e o Correio da Horta, ambos, entretanto, desparecidos, no dealbar do século XXI.

Em 1857, João José da Graça introduziu a imprensa na ilha do Faial e a ele se deve a denominação do título «Incentivo fayalense», inaugurando uma imensa lista de que fazem parte largas dezenas de jornais (cerca de 170) de diversos tipo, periodicidade e duração, compondo a rica história da imprensa faialense.

No final do ano de 1990 um semanário surgiu na Horta retomando o nome Incentivo. Menos de três anos depois este jornal deixou de ser publicado, após a aquisição, pelos seus proprietários, de O Telégrafo (diário), que completava um século de existência. Onze anos depois, em 2004, o Telégrafo (já sem o “o” no cabeçalho) fechou e apareceu o terceiro Incentivo, com periodicidade diária, que deu seguimento ao projeto implementado n’O Telégrafo em 1993.

O Faial continuou com dois diários, até o início de 2007, altura em que o Correio da Horta também fechou as suas portas.

Entretanto, tinham visto a luz do dia, na boa e efervescente tradição da imprensa faialense, o Tribuna das Ilhas (semanário, fundado em 2002, ainda em publicação), o Avenida Marginal, o Oceânico, o Fazendo e o Arauto (reedição), todos não diários. | x

Discover more from soutoemlinha

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading