Rajada de 115 km/h na Horta
Fim de semana de 14 e 15 de outubro de 2023 começou bem e acabou mal

A MONTANHA do Pico [ na fotografia, de Manuela Gomes ] avisou, com um chapéu, enfeitado com caprichos nebulosos, que a borrasca estava a caminho. Só quem desconhecesse as fantasias do ponto mais alto de Portugal é que poderia achar impossível falar-se de mau tempo num sábado que nada ficou a dever ao verão.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso amarelo, prevendo chuva na madrugada de domingo e vento ao longo do dia. Confirmou-se.
A precipitação caiu, de facto, com abundância e o vento foi crescendo até aos 115 km/h, marca da rajada máxima, registada na Horta, por volta das 19 horas.
Uma hora antes, quando o vento soprava a pouco mais de 60 km/h (por esta altura a rajada máxima ultapassou 80 km/h), um Airbus da Azores Airlines, procedente de Lisboa, aterrou, tranquilamente, na pista do Aeroporto da Horta. A direção favorável do vento, de sudoeste, quase alinhado longitudinalmente com a pista, criou as condições para uma aterragem que permitiu, a quem pilotava, entrar com o avião para a placa de estacionamento sem necessidade de fazer inversão de marcha, como é habitual.
Tudo isto não deixou de supreender quem apostava que a aeronave teria que divergir para outro aeroporto, cancelando a ligação à Horta. Aliás, dos oito voos programados para hoje no Aeroporto da Horta, cinco realizaram-se e três, com origem nas Flores, Terceira e Ponta Delgada, foram cancelados.
Por sua vez, a Atlânticoline manteve todas as ligações previstas. | x


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