Dois dias após o Conselho Pastoral da Ouvidoria da Horta se ter pronunciado, por voto secreto, sobre quem deveria ser o novo ouvidor, os cinco párocos do Faial elegeram Paulo Fernando Furtado da Silva para o cargo

O Conselho Pastoral, composto por representantes dos leigos de todas as paróquias, dos movimentos eclesiais e pelos párocos, reuniu-se, na segunda-feira, 9 de outubro de 2023, com a presença de cerca de três dezenas de membros. Um dos pontos da ordem de trabalhos foi a auscultação dos conselheiros sobre quem deveria ser o novo ouvidor.

A votação, por escrutínio secreto, indicou a preferência pelo padre Paulo Silva, que obteve 50 por cento dos votos expressos. A confirmação aconteceu, dois dias depois, numa assembleia do clero faialense, através do mesmo método de votação.

A Ouvidoria da Horta torna-se, assim, a primeira da Diocese de Angra a escolher o respetivo ouvidor com a participação direta dos leigos.

OUVIDORES

Paulo Furtado da Silva acrescenta o seu nome aos de José Pereira da Silva, António Silveira de Medeiros, José de Freitas Fortuna, Raimundo Bulcão Duarte, João António Neves e Marco Luciano Carvalho, que, desde 1927, desempenharam as funções de ouvidor da Horta.

Nas últimas semanas tem-se verificado a eleição de vários ouvidores. Além do ouvidor da Horta, que é faialense, foi eleito o padre Francisco Rodrigues, também faialense, como ouvidor dos Fenais de Vera Cruz, na ilha de São Miguel. Marco Martinho, natural do Faial, cedeu o seu lugar, por eleição, ao picoense João António Neves como responsável da Ouvidoria do Pico.
Foram escolhidos, ainda, Carlos Espírito Santo para ouvidor de Vila do Porto; Marco Sérgio Tavares para ouvidor de Ponta Delgada; Moisés do Couto Rocha para ouvidor da Praia da Vitória e Vitor Medeiros, reeleito ouvidor da Ribeira Grande.

A Diocese de Angra tem 17 Ouvidorias: Corvo, Flores, Horta, Pico, São Jorge, Graciosa, Angra do Heroísmo, Praia da Vitória, Capelas, Fenais de Vera Cruz, Lagoa, Nordeste, Ponta Delgada, Povoação, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Vila do Port
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NOTA BIOGRÁFICA

De trato cortês, postura serena, propenso ao humor, atento ao mundo que o rodeia, com ideias organizadas, o padre Marco Silva confirma as expectativas criadas ainda no tempo de estudante: era um aluno interessado e gentil, escreveu no Facebook a professora Lúcia Serpa.

Nasceu (19 de maio de 1978) e foi batizado (25 de junho de 1978) na paróquia de Nossa Senhora do Socorro, no Salão, ilha do Faial. Depois da escola na sua freguesia, desceu à cidade para continuar a estudar, altura em que foi delegado de algumas das suas turmas. A entrada no Seminário ocorreu em 1996. Ligou-se ao escutismo católico português e desenvolveu atividade, como seminarista, em Angra do Heroísmo e paróquias limítrofes, além de pertencer a alguns movimentos no seio da Igreja.

Foi ordenado presbítero na Matriz da Horta a 25 de junho de 2006 e seguiu para a vizinha ilha do Pico para trabalhar, como pároco, em Santa Bárbara das Ribeiras, Calheta de Nesquim e Piedade e ainda, «in solidum», nas Lajes e Santa Cruz das Ribeiras e nas paróquias que já estavam à sua responsabilidade.

Na ilha do Pico foi, também, assistente do Curso de Preparação para o Matrimónio (CPM) e responsável da Pastoral Profética. No âmbito da Diocese secretariou o Conselho Presbiteral.

Há 11 anos, no dia 25 de abril, assumiu as paróquias das Angústias e da Feteira. Na Ouvidoria da Horta abarca um largo conjunto de atividades: assistente da Pastoral da Família; capelão e vogal da Mesa da Santa Casa da Misericórdia e reitor da igreja da mesma instituição; presidente da Cáritas do Faial (também vogal da Cáritas diocesana); membro do Conselho de Núcleo e assistente da Junta de Núcelo do Faial do Corpo Nacional de Escutas; assistente do renovamento Carismático do Faial e membro do Clube Rotário do Faial.

Quando, em 2012, entrou para a paróquia das Angústias, fê-lo dois anos após a saída da incontornável, carismática e querida figura de monsenhor Júlio da Rosa, admitindo-se, na ocasião, a dificuldade que a sucessão implicava. Mais de uma década depois, a transição, se não foi pacífica, parece, no entanto, perfeitamente normalizada. | x

Na fotografia, o novo ouvidor da Horta, Paulo Silva [ fotografia de arquivo, extraída do Facebook da Paróquia de Nossa Senhora da Graça, Praia do Almoxarife ]

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