
ERVAÇAL NA MARINA E NO FORTE DE SANTA CRUZ.
A autêntica invasão de erva na calçada da Marina da Horta levou-me a publicar uma crítica sobre o assunto [ VER TEXTO ABAIXO ]. Entretanto, tive conhecimento de que existem, presentemente, diligências, que envolvem a própria Marina e a Câmara Municipal, no sentido de efetuar a limpeza do local. O estado de abandono em que aquilo se encontra deve-se, conforme me explicaram, à impossibilidade de aplicar o produto que, anteriormente, dava cabo da erva. Os novos métodos não se têm revelado eficazes e está em curso uma nova solução, que se espera ser suficiente para resolver o problema. Não há desleixo! Garantiram-me. O que é certo é que, enquanto isto, a erva cresce e dá uma imagem muito negativa daquele espaço nobre da nossa cidade. Também falei do caso do Forte de Santa Cruz [ NA FOTOGRAFIA ACIMA ], onde até já nascem arbustos na muralha! Nesta situação, parece-me que os responsáveis deveriam resolver o problema à mão e não ficarem à espera de herbicidas milagrosos!
AS POMBAS DA CAIXA
Diz-se que o faialense é maldizente, que prefere estar sentado com uma bebida na mão a olhar para o Pico, em vez de fazer alguma coisa de útil. Claro que esta é uma caracterização que não se pode generalizar. De qualquer maneira, eu incluo-me nesse grupo que gosta de apreciar a Montanha, em descanso, bebericando e descosendo na casaca de alguém. Mas, essas críticas têm o objetivo de contribuir para mudar alguma coisa, pois, estou convencido que, se a nossa atitude for de permanente comprazimento, tudo fica na mesma.
No entanto, achar, sem exceção, que tudo está mal, não é o melhor contributo para a sociedade, visto que falhas existirão sempre e também é importante estimular quem desempenha bem o seu papel e o elogio torna-se, por vezes, a melhor compensação para quem trabalha com honestidade.
Vem isto a propósito das pombas da Caixa Geral de Depósitos. Há tempos, censurei asperamente o estado em que se encontrava aquele edifício, frequentado por estas aves, cujos dejetos conspurcavam a zona de uma maneira muito intensa. Parecia-me que seria fácil resolver o problema. E foi, pois, num destes dias passei por lá e reparei que está tudo limpo. Puseram uma rede recuperando a dignidade do local.
ERVAÇAL

As obras na cidade obrigam-me a alguma gincana para completar uma hora e tal de caminhada diária, na tentativa de não embarrigar. Passei a fazer um desvio pela Marina e fiquei estupefacto. Reparem, por favor, na fotografia, tirada em frente ao bar. A calçada está quase toda coberta de erva! Eu sei que neste mês de julho tem chovido muito e a erva cresce muito rapidamente, mas, isso não justifica o estado de abandono que se verifica num dos mais nobres espaços no nosso porto. Muito dificilmente não se poderá atribuir a um incompreensível desleixo a situação a que se chegou. Esta é uma das portas de entrada na nossa ilha, através de uma das mais belas baías do mundo!
O mesmo acontece nas muralhas do Forte de Santa Cruz voltadas para o mar. A erva brota pelos buracos da parede e cresce ao ponto de largar semente e secar!
Alguém não está a cumprir as suas obrigações e parece-me que, por vezes, há uma grande preocupação em falar de grandes projetos e iniciativas, deixando para trás a conservação e o asseio do que já existe.
Passem pela Marina e digam-me com que impressão ficam! | x
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