INÍCIO <> LIVROS <> COMUNICAR POR GOSTO <> VÁRIA
Estou como antigamente! Posso dizer, com toda a propriedade, “hoje fui à cidade!”
Ora, reparem:
Quando era pequeno (não é que hoje seja grande…) e estava de férias em casa dos meus avós, em Castelo Branco, as idas à cidade, entre junho e outubro, contavam-se pelos dedos.
Tanto assim era que, muitos anos mais tarde, quando dizia a minha mãe, já velhinha, “vou a Castelo Branco”, ela fazia uma cara de surpresa!
Ou seja, os escassos 10 km que separam a Horta de Castelo Branco, em qualquer sentido, outrora, representavam uma grande tirada, sobretudo se percorridos a pé, no carrão do “Malhado” ou, mais tarde, no do “Manel do Calço!” Até mesmo na “camioneta da carreira” a distância era grande. Cheia de gente, a “camioneta dos Farias” fazia muitas paragens. Mesmo de automóvel este percurso levava o seu tempo, pois a estradas eram bem piores (quer dizer, comparando com algumas que utilizamos hoje, até não!), mais estreitas e com mais curvas.
Dei esta volta toda para, precisamente, falar de estradas e dessa ideia, que persistiu muitos anos, de que o Faial tinha as melhores estradas dos Açores.
Penso que tal orgulho faialense resultou dos melhoramentos que se fizeram, salvo erro, por volta de meados do século passado e anos seguintes.
Ao fim de tanto tempo percebi, finalmente, porque que é que isso terá acontecido.
Como “hoje fui à cidade” – a minha atividade profissional está centrada em Castelo Branco e saio pouco da freguesia –, aproveitei para andar por vários lugares, a resolver alguns assuntos e a ver pessoas, cumprimentando, dizendo umas larachas e sentindo a nossa cidade que é uma coisa de que sempre gostei.
Estava no canto do “Mergulha Feijão” (Mercearia Silva) a cavaquear com uma pessoa. O assunto era… estradas! Estávamos num pingue-pongue de opiniões, quando passou por nós um conhecido comum. Anda aqui, chamou o meu interlocutor. Estabelecemos conversa a três e foi então que fiquei a saber o seguinte: o Faial teve as melhores estradas dos Açores porque, em determinada altura, as Obras Púbicas dependiam diretamente do Ministério, enquanto na Terceira e em São Miguel estavam sob a alçada das Juntas Gerais.
Verdade, ou não, registei este dado e ele aqui fica divulgado. Se alguém quiser confirmar ou desmentir, chegue-se à frente, por favor.




COMENTAR