Antiga agência do Banco de Portugal e Jardim Comendador Eduardo Bulcão serão requalificados
O EDIFÍCIO da antiga agência do Banco de Portugal na Horta após a sua extinção converteu-se num pólo de dinamização cultural, onde, provisoriamente, funcionou a Biblioteca Pública, além de ter sido aproveitado para outras atividades desenvolvidas, nomeadamente, pelo Município, sob a denominação de Banco de Artistas. Nunca, porém, até agora, este importante ativo patrimonial da nossa terra encontrou uma vocação que relevasse e desse a devida expressão às suas potencialidades. Agora, parece ter sido encontrado um caminho…
A Câmara Municipal da Horta anunciou, hoje, que o Banco das Artes (nova denominação) será «um centro participativo, comunitário, cultural, digital e baseado em artes». Uma nota do serviço de imprensa do município, citando o presidente da Câmara, fala de uma ideia cuja realização se baseia «num espírito de circularidade, ligando o mar, a cultura da ilha e a sua diversidade humana».
Embora vago, este desiderato mostra ter alguma consistência na medida em que o projeto de requalificação do edifício em causa e do Jardim Comendador Eduardo Bulcão, situado em frente [na fotografia, de Rui Bettencourt] foi um dos vencedores do concurso «Apoio às Novas Iniciativas Locais do Novo Bauhaus Europeu», lançado pela Comissão Europeia.
Será feita a «otimização acústica, criado um terraço e reformulado o pátio, tornando o “Banco das Artes” num espaço multiusos e direcionado a todo o tipo de manifestação artística».
A Câmara Municipal informa que «especialistas interdisciplinares, através de um Programa de Assistência Técnica da Comissão Europeia», vão trabalhar, durante mês e meio, no melhoramento do projeto e procurar encontrar formas de obter financiamento comunitário.
Conforme explica a nota informativa divulgada pelo município será feita a «otimização acústica, criado um terraço e reformulado o pátio, tornando o “Banco das Artes” num espaço multiusos e direcionado a todo o tipo de manifestação artística».
NOVO BAUHAUS EUROPEU
Entre duas dezenas de propostas foram escolhidas duas em Portugal, que por sua vez fizeram parte de um conjunto de 87 candidaturas oriundas de 18 Estados-Membros da União Europeia. Entre as duas portuguesas eleitas está a da Horta.
Trata-se de um concurso que se «destina em especial a pequenas e médias cidades, procurando abrir caminho para uma representação equilibrada de diferentes tipos de territórios em toda a União Europeia», cujos valores são «a sustentabilidade, a estética e a inclusão», centrados «em quatro domínios de ação: renovação de edifícios e espaços públicos; preservação e transformação do património cultural; adaptação e transformação de edifícios para soluções de habitação a preços acessíveis; ou regeneração de espaços urbanos ou rurais», detalha o Município, referindo-se ao programa Novo Bauhaus Europeu.
Carlos Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Horta, realça que «este espaço estará ao serviço das artes, da cultura e da população, sendo um polo agregador e dinamizador da cultura faialense». |X|


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